Venda Nova perderá cinco reservatórios sem o empréstimo de R$ 907 mi

Por Will Araújo

Na terça-feira (16), a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) sofreu uma derrota na Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) ao tentar conseguir autorização para o empréstimo em instituições financeiras na ordem de R$ 907 milhões.

O valor, conforme PBH, serviria para investir nos processos de contenção de cheias e enchentes nos córregos que compõem a bacia do Ribeirão Isidoro: sendo o Vilarinho e Nado, presentes em Venda Nova, e o Terra Vermelha e Floresta, na Regional Norte.

Mesmo com a votação negativa para o Projeto de Lei 1026/2020, a PBH, na sexta-feira (19), anunciou mais uma etapa das obras na Avenida Vilarinho em confluência com a Rua Doutor Álvaro Camargos: a instalação da caixa de captação.

Contudo, se a PBH não conseguiu o empréstimo, de onde vem o valor que está sendo investido nas obras de contenção de cheias da Avenida Vilarinho e Bacia do Córrego do Nado em Venda Nova?

A PBH respondeu que os recursos para parte das obras na região, R$ 200 milhões, já tinham sido obtidos junto à Caixa Econômica Federal.

Mas, o empréstimo que seria adquirido “junto ao Banco Mundial ou outra instituição financeira é essencial para dar continuidade ao processo de melhorias já iniciado pela Prefeitura na região do Vilarinho que, tradicionalmente, sofre com os efeitos dos temporais, pois previa a construção de outros reservatórios no entorno da bacia e intervenções urbanísticas”.

Segundo a PBH, o valor serviria para construir mais cinco reservatórios e ampliar outro: 1. Reservatório do Capão Padre Pedro Pinto – 89.000m³; 2. Reservatório Vilarinho 3 (subterrâneo) – 80.000m³; 3. Ampliação do volume do Reservatório Liège existente de 51.000 m³ para cerca de 66.000m³; 4. Reservatório do Córrego Candelária, (subterrâneo) – 30.000m³; 5. Reservatório Nado 2 (subterrâneo) – 65.000m³; 6. Reservatório Anuar Menhen – 40.000m³.

Jornal Norte Livre, o jornal de Venda Nova