BH e RMBH estão com 138 linhas de ônibus paralisadas desde o início da pandemia

Por Will Araújo

Desde o início das regras de contingenciamento na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) provocadas pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19), em meados de março de 2020, o transporte público ocupa críticas no que se refere à propagação da doença e quanto à aglomeração.

O prefeito Alexandre Kalil (PDS), em coletiva de imprensa, em dezembro de 2020, questionado sobre a segurança do transporte público no que se refere à transmissão do vírus, disse: “vamos aumentar a quantidade de unidades de ônibus para diminuir a quantidade de aglomerações. Mas quem está transmitindo o coronavírus são as cabines duplas, quem tem plano de saúde. E quem tem plano de saúde não pega ônibus”.

Questionada sobre o número de ônibus paralisados desde o início da pandemia, a BHTrans informou:

Desde o início da pandemia, 31 linhas tiveram o atendimento suspenso e no segundo semestre de 2020, 18 já tinham retornado às atividades. Em fevereiro de 2021, mais uma linha voltou a operar. No momento, 12 linhas continuam suspensas e são as que atendem prioritariamente escolas, a UFMG, ou em regiões em que possuem uma cobertura de outras linhas. Os usuários sempre possuem opções para atender o trajeto da linha que permanece suspensa.

No caso de linhas metropolitanas, monitoradas pela Secretaria de Infraestrutura e Mobilidade (Seinfra), também houve a paralisação em diversas rotas.

“Durante o pico da pandemia chegaram a ser paralisadas 171 linhas. Hoje 125 estão paralisadas. Cabe ressaltar que nos casos de linhas que sofreram paralisação, os usuários permanecem sendo atendidos por linhas próximas”, informou a Seinfra.

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