Chuvas de grande intensidade são pesadelo para a população de Venda Nova. Em 2018, três vidas foram perdidas só na Avenida Vilarinho, em enchente ocorrida em novembro. Foto: reprodução/Defesa Civil.
Chuvas de grande intensidade são pesadelo para a população de Venda Nova. Em 2018, três vidas foram perdidas só na Avenida Vilarinho, em enchente ocorrida em novembro. Foto: reprodução/Defesa Civil.
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Em vídeo produzido pela Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap), a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) dá detalhes das obras de R$ 300 milhões que serão feitas em Venda Nova nos próximos anos. As intervenções vão criar dois túneis, desvios, uma bacia para captação de água, canais e estruturas de engolimento – tudo para acabar com os sucessivos transbordamentos do córrego Vilarinho na avenida de mesmo nome, no Centro da regional.

Após mostrar a obra em sua totalidade, o vídeo evidencia o primeiro túnel que será construído. Ele terá extensão de 806 metros, com seção de 5 x 5 metros, e vai armazenar 160 mil litros por segundo. A estrutura subterrânea vai começar no cruzamento da Avenida Vilarinho com a Rua Geraldo Alexandre Ferreira, passar pelas avenidas Dom Pedro I e Cristiano Machado e desaguar no Córrego Floresta, no Bairro Juliana, Região Norte da capital.

Em sequência, o vídeo mostra uma bacia hidráulica de confluência – espécie de piscinão para receber o restante da chuva não suportada pelo túnel 1 e transferi-la ao túnel 2. A engenharia também vai armazenar a precipitação oriunda do córrego do Nado, no qual a PBH também já licitou uma obra. Este fluxo vai seguir para o córrego Isidoro, evitando novos transbordamentos na Vilarinho.

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Arte detalha onde serão feitas as obras da Prefeitura. Foto: reprodução/PBH.

A bacia terá uma área superficial de 2.430 metros quadrados e será instalada na rotatória da Avenida Vilarinho, nas proximidades do Shopping Estação BH, onde o motorista costuma fazer o retorno para acessar a Avenida Dom Pedro I ou seguir para a Cristiano Machado.

O vídeo mostra, ainda, o traçado dos túneis 1 e 2. Nesse último, a prefeitura pretende criar um canal de 730 metros de extensão, com seção de 5 x 5 metros. Ele vai seguir o seguinte trajeto: começar junto à bacia hidráulica de confluência, na rotatória; passar pela Rua Maçon Ribeiro; atravessar a Pedro I; transitar pela Rua dos Gabirobas (Vila Clóris); cruzar a Cristiano Machado; e desaguar no córrego Floresta.

Por último, o conteúdo destaca o canal de macrodrenagem do córrego Floresta, que receberá os acumulados dos túneis 1 e 2. Essa estrutura terá 4 metros de profundidade, com cumprimento total de 35 metros. Para instalar este canal, a Prefeitura planeja erguer um viaduto na Rua Joaquim Clemente e manter o fluxo de veículos mesmo com a implementação do canal.

Viaduto será construído na Rua Joaquim Clemente, no Bairro Juliana, sobre o
canal de macrodrenagem do córrego Floresta. Foto: reprodução/PBH.

No total, os investimentos chegam a R$ 300 milhões. Antes disso, por volta de abril próximo, haverá o detalhamento do projeto e a abertura de uma licitação para a execução das intervenções.

De acordo com o prefeito Alexandre Kalil, não haverá desapropriação alguma para as atividades. Ainda segundo ele, caso não existam atrasos, a obra será entregue em um ano e meio.

Quanto aos recursos, o secretário Municipal de Fazenda, Fuad Noman Filho, informou que já há negociações com bancos internacionais interessados no projeto. Os empréstimos, contudo, necessitam de aprovação da Câmara de BH.

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