Mirante de Venda Nova | Foto: Will Araújo/Jornal Norte Livre.
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Das 380 pessoas com sintomas graves infectadas pelo novo coronavírus (COVID-19) em Venda Nova, 104 não resistiram. O percentual de mortos para os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) diagnosticados com o vírus subiram para 27%.

A Regional mais antiga de Belo Horizonte – contemporânea do Curral Del Rey e mais velha, inclusive, do que a própria Minas Gerais, que completa neste ano o tricentenário – pode ser comparada novamente a uma cidade ou comarca, já que registra mais vítimas por COVID-19 do que 818 municípios do estado em que foram identificadas pessoas com a doença.

Com seus cerca de 265 mil habitantes, Venda Nova apenas tem menor número de mortos do que Ipatinga (111), Betim (119), Juiz de Fora (132), Governador Valadares (171), Contagem (214) e Uberlândia (278), segundo o último boletim epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais.

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As vítimas de Venda Nova representam, hoje, cerca de 14% dos óbitos pelo vírus na capital (758), conforme último boletim epidemiológico da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte.

Alegria, forró e novelas

Entre as vítimas do Covid-19, está Ivanda R. da Silva, 55 anos. O filho Edmilson, motorista de aplicativo, lembra da mãe pelo sorriso: por onde a moradora do Bairro Minascaixa passava, a alegria estava garantida. “Ela gosta muito de danças, ouvir música sertaneja e curtir um forró. Minha mãe fazia as pessoas rirem”, conta.

Edmilson tem 35 anos e era o filho do meio de Ivanda. Além dele, a mulher deixou dois homens de 29 e 38. Ela nasceu em Congonhas do Norte, município localizado na Região Central de Minas Gerais, a pouco mais de 200 quilômetros de Belo Horizonte.

Formada na UFMG, Ivanda trabalhava como auxiliar de dentista em um consultório localizado em Santa Luzia, na Grande BH. Ao chegar em casa depois de um dia cansativo de trabalho, a pedida perfeita era companhar as novelas que passavam na TV.

“Ela tinha um conhecimento muito grande. Por onde ela passava, ela fazia muitas amizades. Ela gostava muito de shows. Alto astral e sorriso marcante no rosto: um fã do Zezé di Camargo. Ela era muito vaidosa também. Adorava acessórios”, afirma Edmilson.

Homenagem

Para impedir que as vítimas do Covid-19 em Venda Nova sejam transformadas em estatísticas apenas, o Jornal Norte Livre buscará depoimentos de entes queridos dispostos a prestar homenagem às pessoas que perderam. As histórias serão contadas à medida que são colhidas com a esperança de, também, conscientizar a população sobre os riscos da doença.

Pessoas interessadas em relatar a história das vítimas podem fazer contato pelo e-mail: contato@nortelivre.com.br (assunto homenagem). Neste primeiro momento, trazemos a história contada por Edmilson.

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