Equipes de robótica da Escola Municipal Gracy Vianna Lage - Foto: divulgação
Equipes de robótica da Escola Municipal Gracy Vianna Lage - Foto: divulgação
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Nos dias 15 e 16 de fevereiro, na Escola do Serviço Social da Indústria (Sesi) Alvimar Carneiro Rezende, em Contagem, aconteceram as seletivas da Região Sudeste para a sétima edição do Torneio Sesi de Robótica, para o First Lego League (FLL). A Regional Venda Nova esteve representada por duas equipes da Escola Municipal Gracy Vianna Lage, situada no Bairro Jardim dos Comerciários, as quais foram capitaneadas pela professora Kenya Nunes Teixeira.

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O Sesi é o organizador das etapas do FLL no Brasil, por isso, promove as temporadas do torneio em diferentes regiões. A temática atual de 2019/2020 é a City Shaper e foi iniciada em primeiro de agosto do ano passado, dando às equipes interessadas entre oito e dez semanas de prazo para se prepararem para as quatro provas das eliminatórias:  Core Values, Projeto de Inovação, Design de Robôs e Desafio do Robô.

As duas equipes da Escola Municipal Gracy Vianna Lage contêm 17 alunos, entre 11 e 16 anos, e são chamadas de Lego Pressure e Power Bits.

Elas precisaram identificar um desafio do mundo real conforme a temporada City Shaper. No tema, os participantes pensaram em soluções para a mobilidade urbana, para a convivência e para construções mais duradouras, que impactam menos no meio ambiente. Além disso, desenvolveram robôs que seriam apresentados e deveriam, posteriormente, cumprir missões em uma mesa do torneio.

Equipe Lego Pressure - Foto: Thaís Gomes da Silva Matos
Equipe Lego Pressure – Foto: Thaís Gomes da Silva Matos

A equipe Lego Pressure propôs o desenvolvimento de uma tinta que absorve umidade e possui agente antifúngico, o que evitaria mofos em paredes. Já a Power Bits trouxe o projeto de telhas feitas com materiais reaproveitáveis, a qual teria potencial para agir como isolante térmico de baixo custo, o que atenderia a famílias mais carentes.

No dia do evento, eles passaram por três salas com seus respectivos jurados, os quais avaliaram: 

  • As relações interpessoais (Core Values), como capacidade de trabalho em equipe, convivência humanizada e respeito mútuo
  • A solução inovadora proposta pelos alunos a um problema inerente à temática City Shaper (citadas acima)
  • O design de robôs, em que eles apresentaram seus protótipos, explicaram as motivações, linhas de programação, estrutura mecânica e outros itens que evoluíram durante a produção
Equipe Power Bits - Foto: Thaís Gomes da Silva Matos
Equipe Power Bits – Foto: Thaís Gomes da Silva Matos

Em seguida, avaliadores na arena de competição julgaram o desempenho dos robôs desenvolvidos pelas equipes ao cumprirem missões na mesa de obstáculos do FLL. Os alunos da Escola Municipal Gracy Vianna Lage não conseguiram somar pontos suficientes para participarem da etapa nacional, mas conseguiram ressignificar a desclassificação.

Mesa de desafios desta edição na temporada 2019/2020

Ressignificando

Segundo professores envolvidos, os alunos não mostraram abatimento com os resultados, pelo contrário, alguns que estavam convictos de saírem do projeto após o torneio mudaram de opinião e decidiram ficar. Outra evolução sentida pela professora Kenya foi sobre as alunas Raquel e Rebeca, irmãs gêmeas e que participam pela terceira vez da competição.

Kenya abraça os alunos – Foto: Roselita Soares

Conforme a docente, as garotas gostaram da área e, inclusive, estão fazendo cursos de informática e programação externos às atividades. Elas pretendem, tão logo formarem, profissionalizarem-se no tema. Além delas, a partir do projeto, outros alunos mudaram suas perspectivas.

“Eles sempre voltam muito diferentes, independente do resultado. O brilho nos olhos, o prazer em participar e conhecer novas perspectivas de vida e até para o sentido de diversão. Para mim, o mais.importante que percebo é criarem novas perspectivas de vida ou começarem a pensar em planejamento… ainda que seja para o próximo torneio, mas já é uma projeção de futuro, com objetivos e metas. Esta aprendizagem passa a fazer parte de outros aspectos da vida”, diz a professora Kenya.

Apesar disso, a docente aponta uma dificuldade: os aspectos culturais familiares. Existem alunos que desistem do programa porque não querem acordar tão cedo, ou não conseguem progredir imediatamente na linguagem programacional e, até mesmo, para fazerem aulas de dança, o que não é condenável, mas os afastam das atividades, relata Kenya.

Contudo, todos os anos são notadas boas surpresas, como o aumento da maturidade à medida que as provas do torneio se aproximam. “Eles param um pouco com as brincadeiras infantis e passam a ter ainda mais responsabilidade com o projeto que propuseram”, diz a professora.

Neste ano, como participaram 36 equipes mineiras, existiam seis vagas para classificação no torneio nacional. Como já foi dito, os alunos não conseguiram pontos suficientes, mas a professora Kenya foi agraciada com um prêmio de “Técnico Destaque”, o qual remete ao comprometimento, à superação de barreiras e à inspiração de estudantes e outros técnicos.

Foto: Kenya Nunes Teixeira

A Escola Municipal Gracy Vianna Lage foi a única instituição municipal de educação da cidade de Belo Horizonte a participar do torneio nessa edição, de acordo com Izabela L. G. Horta, coordenadora do torneio no Sesi-MG. As equipes de outras escolas classificadas para a disputa nacional, a ocorrer em março, em São Paulo, foram:

Atombot – Escola SESI São João Del Rei.
Athena – Instituto Federal de Minas Gerais, Sabará.
Delta – Escola SESI São João Nepomuceno.
Lego Bros – CISS José Bento Nogueira Junqueira, São Gonçalo do Sapucaí.
SuperAção – Escola SESI Alvimar Carneiro de Rezende, Contagem.
Turma do Bob – Escola SESI Governador Valadares.
*Observação: conforme informações da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg)

Equipes e alunos da Escola Municipal Gracy Vianna Lages que participaram:

  • Lego Pressure: Raquel, Rebeca, Lana, Ana Clara, Adriana, Ricardo, Josué, Melissa e Raica
  • Power Bits: Ana Luiza, Emanoel, Emilly, Felipe Gabriel, Filipe Daniel, Gabriel, Gabriele e Miguel.

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Jornalista graduado pelo Centro Universitário de Belo Horizonte — UniBH (2017), jornalista editor no Jornal Norte Livre com passagem pelo Jornal Daqui BH, ambos parceiros hiperlocais do Portal Uai/Diários Associados. Professor e sócio na empresa "Quando - Fábrica de narrativas", conteudista, SEO (Search Engine Optimization), videomaker, fotógrafo e entusiasta como ilustrador, desenvolvedor web e animador 2D. "Os livros são o templo do jornalista, mas é nas ruas que ele congrega". Will Araújo

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