Mapa de Venda Nova - Imagem: Norte Livre
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Uma escalada de mortes que já faz de Venda Nova o epicentro da COVID-19 em Belo Horizonte. Em boletim epidemiológico divulgado nessa terça-feira (14), a Prefeitura de BH informou que a Regional registra 42 óbitos pela virose – o maior número entre todos os territórios da capital mineira.


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Venda Nova ultrapassou a Região Nordeste, que agora soma 40 mortes. O aumento de casos e óbitos entre os vendanovenses aconteceu, sobretudo, a partir da segunda quinzena de junho.

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Para efeito de comparação, há exatamente um mês, no dia 15 de junho, Venda Nova computava quatro mortes por COVID-19. Ou seja, 38 vidas foram perdidas em 30 dias, uma média de 1,26 morte a cada 24 horas na Regional no período.

E esse crescimento passa por uma constatação. De acordo com especialistas, o reflexo de uma medida do poder público durante a pandemia demora cerca de 14 dias para apresentar resultados práticos. Isso porque o período de incubação do novo coronavírus é de exatamente duas semanas.

No dia 8 de junho, a Prefeitura de BH iniciou a segunda flexibilização do comércio da cidade. Esse afrouxamento permitiu o funcionamento, por exemplo, dos shoppings populares, locais de ampla concentração de pessoas, além de outros estabelecimentos.

Somando-se 14 dias ao dia 8 de junho, os reflexos dessa segunda flexibilização começaram por volta do dia 22 daquele mês – justamente quando a escalada de mortes em Venda Nova começa.

Foram 33 óbitos na Regional desde 22 de junho. Veja abaixo a linha do tempo com as notícias publicadas pelo Norte Livre.

Reunião

Na tarde desta quarta-feira (15), o prefeito Alexandre Kalil (PSD) se reúne novamente com comeriantes de Belo Horizonte para avaliar o cenário da pandemia na capital mineira.

Uma entrevista coletiva vai acontecer com fontes da prefeitura por volta das 14h, na sede do Executivo municipal. Os secretários municipais de Saúde, Jackson Machado Pinto (coordenador do comitê); de Planejamento, Orçamento e Gestão, André Reis; de Fazenda, João Fleury Teixeira; e de Desenvolvimento Econômico, Cláudio Beato estarão no local para conversar com a imprensa.

Nessa segunda-feira (13), em vídeo ao vivo transmitido pelas redes sociais, o prefeito afirmou que tem o desejo de reabrir o comércio da cidade, mas que não vai ceder à pressão dos comerciantes e daqueles que ele chamou de “parasitas do vírus”.

Kalil também disse que a “guerra” de BH contra a COVID-19 “está caminhando para acabar”. A cidade registra, até o último boletim epidemiológico, 12.123 casos confirmados da doença, com 288 mortes.

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