Imagem meramente ilustrativa: Arte: Will Araújo/Jornal Norte Livre. Fotos: reprodução/PBH.
Imagem meramente ilustrativa: Arte: Will Araújo/Jornal Norte Livre. Fotos: reprodução/PBH.
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A pandemia do novo coronavírus (Covid-19) avança no Brasil, mas, em Belo Horizonte, Minas Gerais, apresenta números menores, os quais são resultado da postura dos(as) belo-horizontino(as) e do chefe do executivo municipal Alexandre Kalil (PDS) na instauração de decretos para prevenção e contingenciamento da disseminação da doença. O prefeito decretou, entre outras medidas, o fechamento temporário de comércios considerados de serviços não essenciais, restringiu a circulação de pessoas em equipamentos públicos (parques e praças), aumentou  a fiscalização ao transporte público e tornou obrigatório o uso de máscaras durante o período de quarentena.

Além disso, o prefeito de Belo Horizonte criou o Comitê Municipal de Enfrentamento à Epidemia do Covid-19, o qual instalou em pontos estratégicos da capital alguns Centros Especializados em Doenças Respiratórias para triagem e encaminhamento de pessoas com sintomas de infecção pelo novo coronavírus.

Se por um lado as medidas científicas adotadas pelo prefeito geraram prejuízos para algumas empresas, do outro foram bem recebidas, principalmente, pelo público acadêmico, o qual recolheu as assinaturas de 947 professores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em apoio à atuação de Alexandre Kalil (PSD).

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A penúltima ação da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) foi a instalação de barreiras sanitárias em vias estratégicas situadas nos perímetros da capital. Dois desses pontos de exame estão em Venda Nova.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte (SMSA), em todas as barreiras sanitárias já instaladas, até a sexta-feira (22):

  • 31.214 veículos foram parados
  • 58.755 pessoas foram avaliadas
  • 333 pessoas foram encaminhadas com sintomas do Covid-19.

“As pessoas que apresentam sintomas de doenças respiratórias, como febre, coriza, tosse seca e falta de ar são orientadas a procurar uma unidade de saúde. Durante a abordagem elas recebem um encaminhamento com os endereços das nova UPAs e dos dois Centros Especializados em Doenças Respiratórias, onde passam por consulta e recebem as orientações necessárias”, conforme SMSA.

O Centro Especializado em Doenças Respiratórias, instalado no dia 25 de março na Unidade de Pronto-Atendimento de Venda Nova (UPA Venda Nova), até o momento:

  • atendeu 1.174 pessoas
  • encaminhou 31 pessoas com sintomas do Covid-19 para internação.

As pessoas que passam pelo Centro Especializado em Doenças Respiratórias são encaminhadas para o “Hospital Metropolitano Dr. Célio de Castro, Hospital Eduardo de Menezes e Santa Casa”, de acordo com a assessoria de imprensa da SMSA.

O Centro Especializado em Doenças Respiratórias da UPA Venda Nova recebeu, até a sexta-feira (22), 25 pacientes provenientes do encaminhamento feito pelas barreiras sanitárias.

Atualmente, de acordo com o último boletim epidemiológico da PBH sobre o Covid-19, Venda Nova possui 40 casos confirmados para infecção pelo novo coronavírus. O bairro com maior incidência é o Céu Azul, com oito pacientes.

Veja abaixo a lista de bairros e casos confirmados para o novo coronavírus em Venda Nova:

BairrosRegionalN.º de casos confirmados
Céu AzulVenda Nova8
Jardim EuropaVenda Nova5
Jardim dos ComerciáriosVenda Nova4
Rio BrancoVenda Nova4
MantiqueiraVenda Nova3
CopacabanaVenda Nova2
Lagoinha/LeblonVenda Nova2
Santa MônicaVenda Nova2
São João BatistaVenda Nova2
ApolôniaVenda Nova1
Vila CopacabanaVenda Nova1
Maria HelenaVenda Nova1
Minas CaixaVenda Nova1
Jardim LeblonVenda Nova1
LagoaVenda Nova1
LetíciaVenda Nova1
CenáculoVenda Nova1
Fonte: Prefeitura de Belo Horizonte

O monitoramento constante empenhado pela PBH levou a números que permitiram a reabertura do comércio nesta segunda-feira (25), conforme anunciado em coletiva de imprensa ocorrida na sexta-feira (25). Para saber mais detalhes sobre a reabertura do comércio, clique aqui.

Números do Justinópolis e Ribeirão das Neves

Lado a lado com Venda Nova, a cidade de Ribeirão das Neves passa por momentos de cautela. O município, assim como a regional de Belo Horizonte, já teve a localização de um óbito confirmado pelo novo coronavírus (Covid-19). Porém, conforme pesquisa iniciada em março pelo professor Jairo Rodrigues Silva, do Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG), campus Ouro Preto, a cidade é uma das que pertencem à Região Metropolitana da capital e não possui nenhuma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

O estudo foi publicado pela página do (IFMG), do Ministério da Educação, e ainda está em andamento, mas revela que 90% dos municípios mineiros não possuem leitos de UTI. No mapa relatado pela pesquisa, Belo Horizonte e Nova Lima são as únicas cidades da microrregião da capital que tem Unidades de Terapia Intensiva.

De acordo com recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS), são necessários para cada 10 mil habitantes, de um a três leitos de UTI.

Leitos de UTI na microrregião de Belo Horizonte
UTIs na microrregião de Belo Horizonte

Conforme informação dada pela Prefeitura de Ribeirão das Neves ao G1, “os atendimentos que necessitarem de tratamento intensivo são encaminhados para Belo Horizonte, conforme pactuação já existente, e que não há previsão de implantação de leitos de UTI na cidade”.

Segundo o último censo (2010) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE Cidades), Ribeirão das Neves tem cerca de 297 mil habitantes, o que, em quantidade, se assemelha à Venda Nova, que possui, segundo a Prefeitura de Belo Horizonte, aproximadamente, 263 mil habitantes. Todavia, a Regional é cinco vezes menor que o município vizinho.

De acordo com a Prefeitura Municipal de Ribeirão das Neves, por meio da Secretaria Municipal de Saúde e o setor epidemiológico, na Região do Justinópolis:

  • existem 1.349 casos notificados
  • 16 casos confirmados de infecção pelo Covid-19.

Um morador do Bairro Céu Anil, o qual manteremos a identidade em sigilo para evitar represálias, entrou em contato com a equipe do Jornal Norte Livre e informou que na rua em que reside as pessoas fizeram algumas festas há cerca de um mês e, agora, duas pessoas da casa em que foram feitas as celebrações estão confirmadas com o novo coronavírus. Segundo a fonte, um vizinho de frente, inclusive, foi levado às pressas para a Unidade de Pronto-Atendimento de Venda Nova (UPA Venda Nova) pois não conseguia respirar bem e apresentava outros sintomas da doença.

O Jornal Norte Livre questionou a prefeitura de Ribeirão da Neves sobre quais medidas estão sendo adotadas para evitar aglomerações e em casos de moradores que apresentam sintomas do coronavírus.

A prefeitura da cidade informou que realiza “vários tipos de comunicados a população por meio de panfletos, vídeos informativos ( ampla divulgação), fiscalização feita por uma equipe de fiscais, explicando e esclarecendo as pessoas nas praças, ruas e comércios sobre a importância do distanciamento social e a necessidade do uso de máscaras, além do isolamento social, lembrando que existe um decreto vigente (Decreto 059) sobre normas e restrições de funcionamento do comércio, bancos, casas lotéricas e serviços essenciais”.

Todavia, o denunciante avisa, ainda, que moradores do Bairro Céu Anil que estão com o Covid-19 não informam para as pessoas do convívio que portam a doença.

Morador do Bairro Céu Anil denuncia desrespeito quanto às medidas de prevenção

Conforme a Secretaria de Saúde de Ribeirão das Neves, na cidade existem 35 casos confirmados, 2.126 casos em acompanhamento, 386 casos descartados e um óbito por Covid-19.

Correlacionados com a decisão de Alexandre Kalil (PSD), prefeito de Belo Horizonte, se instalar nos limites da cidade barreiras sanitárias, a Prefeitura de Ribeirão das Neves respondeu:

“Quanto à decisão do prefeito de Belo Horizonte, a ação é referente ao território dele e a Prefeitura de Ribeirão das Neves aceita a decisão tomada pelo prefeito Alexandre Kalil”.

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Jornalista graduado pelo Centro Universitário de Belo Horizonte — UniBH (2017), jornalista editor no Jornal Norte Livre com passagem pelo Jornal Daqui BH, ambos parceiros hiperlocais do Portal Uai/Diários Associados. Professor e sócio na empresa "Quando - Fábrica de narrativas", conteudista, SEO (Search Engine Optimization), videomaker, fotógrafo e entusiasta como ilustrador, desenvolvedor web e animador 2D."Os livros são o templo do jornalista, mas é nas ruas que ele congrega". Will Araújo

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