Vista panorâmica de Venda Nova. Foto: Will Araújo/Jornal Norte Livre.

Com menos de 30 dias para votação, candidatos(as) à Prefeitura Belo Horizonte (PBH) disputam a atenção de eleitores para apresentação das propostas. Enquanto alguns postulantes estão reconhecendo os problemas estruturais de Venda Nova com visitas guiadas, um deles é morador da Regional desde 2009.

O candidato à prefeitura de Belo Horizonte nas eleições de 2020 que reside em Venda Nova é o Wanderson Rocha, morador do Bairro Céu Azul e professor alfabetizador, desde 2004, na Escola Municipal Mário Mourão Filho, também situada na Regional.

Wanderson Rocha tem 45 anos e, antes de residir no Bairro Céu Azul, morou com a família no Bairro Luar da Pampulha desde 1989. Ele é casado e tem uma filha.

Trajetória profissional

Com respeito à trajetória acadêmica, Wanderson Rocha é formado em pedagogia pela Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG). Ele tem especialização em Gestão Escolar pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e fez o mestrado na Universidade de Coimbra (Portugal).

Conforme candidato, via assessoria de imprensa, foi Presidente do Diretório Acadêmico da Faculdade de Educação da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG). Além disso, foi Diretor da União Estadual de Estudantes de MG, Membro do Conselho Municipal da Juventude de BH, foi Diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Municipal da capital (Sind-REDE/BH).

Atualmente, atua na Central Sindical e Popular CSP-CONLUTAS e participa do Conselho Municipal de Educação de BH. Ajudou, também, na construção do movimento “Quilombo Raça e Classe” em Minas Gerais.

Eleições 2020

Wanderson Rocha tentará a prefeitura pelo Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU). O diretório da legenda, conforme professor via assessoria de imprensa, apoiou a candidatura pelo histórico em defesa da luta coletiva dos trabalhadores e de serviços públicos de qualidade. Além de ser uma dos representantes das candidaturas afrodescendentes e afro-brasileiras do partido.

Wanderson Rocha – Crédito: Jales Studio Fotográfico

Questionado sobre as propostas, Wanderson Rocha frisou a impossibilidade de tratar a capital como uma ilha, por isso, seria hora da classe trabalhadora e povo pobre se unificar para acabar com esta lógica de concentração da riqueza produzida.

“Assumindo a prefeitura de Belo Horizonte, vamos descentralizar a decisão da aplicação das políticas públicas e de todo orçamento incentivando a criação de conselhos populares nas escolas, fábricas, bairros, tendo a composição de diversas organizações, lideranças comunitárias, culturais, sindicais e do movimento estudantil. Faremos auditoria em todos os contratos, pois o objetivo é o de cancelá-los, não dá mais para repassar o dinheiro público com privatização e terceirização”, disse Wanderson Rocha por meio da assessoria.

Segundo o candidato, 30% do orçamento da PBH será investido em educação pública. Além de priorizar a ampliação dos leitos nos hospitais municipais, disse ter a intenção de estatizar os hospitais filantrópicos e privados que recebem verba do SUS.

Sobre o problema da mobilidade urbana, alegou ter o objetivo de criar uma empresa municipal de transporte coletivo.

Venda Nova

Perguntado sobre propostas diretas para Venda Nova, Wanderson afirmou por meio da assessoria de imprensa que irá executar um plano de obras públicas para garantir a captação e tratamento do esgoto sanitário ideal para todas as residências da Regional, bem como as demais da cidade.

Disse ter a intenção de “fazer intervenções urgentes nas áreas de risco, não dá para termos situações como as que estão vivenciando os moradores da Vila do Índio e Vila Nossa Senhora Aparecida, por exemplo”.

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2 COMENTÁRIOS

  1. Infelizmente não sou mais residente em BH, então, não poderei contribuir com meu voto para a elevação desse nobre senhor, Wanderson Rocha, à Prefeitura da capital da gente. Bem mais infelizmente, ainda, é o incentivo que a grande mídia dá à privatização e terceirização, que, na prática, traduzem-se como transferência de dinheiro público para grandes empresários, já muito ricos, e a partir daí, divisão com os políticos que patrocinam o “esquema”, mesmo que com forma de legalidade (por meio de aprovação do orçamento concedendo subvenções econômicas, de leis para concessão do serviço público, etc.). E, por fim, tragicamente infelizmente é a grande massa que repete os interesses propugnados pela grande mídia e são a favor do desmanche do que é de todos em benefício de poucos. Basta raciocinar, mesmo que pareça muito óbvio: por que a grande mídia incentiva a privatização? Porque os capitalistas da grande mídia fazem parte do mesmo grupo que recebe as benesses das privatizações e benefícios econômicos do setor público. Por que a privatização é ruim? A resposta é simples, é matemática, afinal, não existe almoço grátis. Para fazer um serviço que antes era público, o empresário precisa, além do valor do custo daquele serviço, do montante destinado ao seu LUCRO para a exploração daquela atividade. Em outras palavras: qdo algum serviço público é privatizado, passamos a pagar pelo seu curso e para o enriquecimento do empresário que cobra também o seu lucro na prestação.

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