Flexibilização do comércio começou em 25 de maio em Belo Horizonte. Foto: Adão Souza/PBH.

A batalha contra a pandemia do novo coronavírus (Covd-19) ainda não terminou, mas os impactos já alteraram, em 2020, uma das rotinas mais importantes para quem pretende o primeiro emprego: as vagas temporárias de fim de ano.

Em pesquisa feita pela Câmara dos Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) entre os dias 13 e 22 de outubro, 211 comerciantes da capital foram entrevistados e cerca de 80% demonstraram não ter a vontade de fazer contratações temporárias para o fim de ano.

Em Venda Nova, o percentual de comerciantes que pretendem ofertar vagas temporárias é o terceiro menor, sendo apenas 5,6% dos empreendedores entrevistados. Veja a lista de regionais que possuem comerciantes com maior interesse em contratações de funcionários temporários:

  • 1º Centro-Sul (31,4%)
  • 2º Barreiro (29,6%)
  • 3º Oeste (29,4%)
  • 4º Pampulha (13,3%)
  • 5º Leste (10,5%)
  • 6º Nordeste (9,7%)
  • 7º Venda Nova (5,6%)
  • 8º Noroeste (5%)
  • 9º Norte (0%).

Segundo os comerciantes, o principal motivo para a não contratação de temporários é o quadro de pessoal existente, o qual já atenderia à atual demanda do mercado. Dos entrevistados, 39,3% deram essa resposta.

A queda nas vendas e a pandemia, segundo comerciantes, impactou nessa escolha de não disponibilizar vagas temporárias em 32,7% e 17,3% das respostas, respectivamente.

Ainda, conforme o estudo, essa diminuição de demanda por produtos e serviços causada pelos meses de comércio fechado em BH gerou, neste ano, 34,3% menos ofertas de empregos temporários e contratações em comparação com 2019.

“Essa diminuição é consequência da paralisação das atividades comerciais durante a pandemia. Mesmo com a reabertura das lojas, ainda não é suficiente para alavancar, de forma significativa, a confiança dos empresários a ponto de contratar”, avalia o presidente em exercício da CDL/BH, José Ângelo de Melo.

Os otimistas

Do lado dos lojistas otimistas, 18% disseram que vão oferecer vagas temporárias. Contudo, 79,6% desses não pretendem aumentar o quadro de funcionários a partir das contratações de temporada.

Além disso, para justificar o desinteresse em contratações definitivas, os comerciantes entrevistados disseram que a principal motivação é a “falta de profissionalismo e responsabilidade dos funcionários” das vagas temporárias, com 55,3% das respostas.

A pouca experiência dos candidatos foi a resposta escolhida por 21,1% dos entrevistados.

Segundo a pesquisa, as principais vagas de emprego temporário ofertadas são para:

  • 1º cargos de vendedor (73,7%)
  • 2º cargos de caixa (31,6%)
  • 3º cargos de fiscal/vigia (21,1%)
  • 4º cargos de atendentes (15,8%).

Saiba mais

Jornalista graduado pelo Centro Universitário de Belo Horizonte — UniBH (2017), jornalista editor no Jornal Norte Livre com passagem pelo Jornal Daqui BH, ambos parceiros hiperlocais do Portal Uai/Diários Associados. Professor e sócio na empresa "Quando - Fábrica de narrativas", conteudista, SEO (Search Engine Optimization), videomaker, fotógrafo e entusiasta como ilustrador, desenvolvedor web e animador 2D."Os livros são o templo do jornalista, mas é nas ruas que ele congrega". Will Araújo

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