Centro de acolhimento de idosos ainda não recebeu demanda em Venda Nova. Foto: Stênio Lima/PBH.
Centro de acolhimento de idosos ainda não recebeu demanda em Venda Nova. Foto: Stênio Lima/PBH.
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Depois de se tornar, a partir do Sesc Venda Nova, a casa dos moradores em situação de rua com sinais de infecção pelo novo coronavírus, Venda Nova volta a ser fundamental para Belo Horizonte durante a pandemia. Desta vez, o segundo andar da Unidade de Pronto-Atendimento da Regional (Rua Padre Pedro Pinto, 175 – Centro de Venda Nova) vai funcionar como ponto de apoio a idosos com sintomas da COVID-19.

Segundo a prefeitura, o serviço está em operação desde o início de junho, mas até aqui não houve demanda. Na prática, apenas idosos que já são auxiliados pela prefeitura, por meio das Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI’s) e do abrigo público da cidade, podem ser deslocados ao local. Ou seja: não está aberto ao público geral.

A alternativa surge justamente para evitar que o vírus se prolifere nos abrigos, sobretudo por se tratar da população mais vulnerável à COVID-19.

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Em BH, por exemplo, 45 das 62 pessoas (72,5% do total) que morreram pela doença tinham mais que 60 anos. É a comorbidade mais comum entre os óbitos.



No local, conforme a prefeitura, os acolhidos vão receber cuidados médicos, alimentação, enxoval e camas. Tudo será acompanhado por enfermeiros em tempo integral e médicos por 40 horas semanais.

Ainda de acordo com o Executivo municipal, cada idoso vai ficar na unidade por cerca de 15 dias, o tempo de incubação do novo coronavírus. O serviço se estenderá apenas aos idosos que não necessitam de tratamento intensivo. Esses, com quadros clínicos mais graves, devem ser encaminhados ao hospital e serem internados.

O encaminhamento dos idosos para a UPA Venda Nova é feito pelos centros de saúde. O investimento total gira em torno de R$ 2 milhões, a partir de parceria com o Instituto de Promoção Humana Darcy Ribeiro, responsável pela logística.

Atualmente, BH tem 28 instituições de acolhimento a idosos vinculadas ao Sistema Único de Assistência Social. Dessas, uma é pública e 23 são consideradas ILPI’s parceiras da PBH. São 906 vagas disponíveis, com aproximadamente 80% ocupadas.

A novidade já havia sido anunciada pelo secretário municipal de Saúde, Jackson Machado Pinto, na entrevista coletiva que informou sobre a primeira flexibilização do comércio da capital mineira.

Remanejamento

Para instalar o centro de atenção aos idosos, a prefeitura precisou remanejar o Centro Especializado em COVID-19 (Cecovid) Venda Nova, que funcionava no segundo andar da UPA.

Com leitos para abrigar moradores diagnosticados com a doença, o Cecovid foi transferido para o primeiro andar da UPA. Segundo a PBH, o centro tem fluxo de atendimento separado dos demais serviços da unidade para evitar a proliferação do novo coronavírus.

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