População de Venda Nova pode ganahr ainda mais acesso ao sistema Move nos próximos anos. Foto: Breno Pataro/Prefeitura de Belo Horizonte.
População de Venda Nova pode ganahr ainda mais acesso ao sistema Move nos próximos anos. Foto: Breno Pataro/Prefeitura de Belo Horizonte.
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A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) conseguiu aprovação do governo federal e poderá pegar R$ 347,5 milhões para, entre outras obras, expandir o serviço do sistema Move em Venda Nova. O aporte vem da Corporação Andina de Fomento (CAF), banco com sede na Venezuela.

A reportagem do Jornal Norte Livre tentou apurar com a prefeitura que expansão seria essa e quais as alterações que seriam feitas no transporte público de Venda Nova.

A prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura, no entanto, disse que mais informações sobre o projeto só serão repassadas posteriormente.


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Quanto à criação de novas linhas de ônibus, a Empresa de Transporte e Trânsito da cidade (BHTrans) respondeu que só poderá discutir a questão ao decorrer das obras.

A BHTrans também ressaltou que as melhorias precisam ser estudadas. Depois serão apresentadas à comunidade.

Quando anunciou o empréstimo em janeiro, antes da aprovação do governo Jair Bolsonaro (PSL), a prefeitura informou que as obras previam serviços de recapeamento, adequação ao sistema BRT, tratamento da acessibilidade de travessias e sinalização horizontal e vertical em vias de 14 bairros da regional.

No total, segundo a PBH, aproximadamente 40 quilômetros de vias receberão alguma intervenção.

Contudo, ainda não é possível saber quanto será investido exatamente em Venda Nova.

Outros investimentos

Além das melhorias no transporte público, a verba será usada na execução de obras nas interseções ao longo da Avenida Cristiano Machado. O mesmo vale para a Linha Verde.

Também estão previstas as revitalizações das praças Rio Branco (Rodoviária) e Governador Israel Pinheiro (Papa). 

A conclusão de duas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs Norte I e Nordeste II) também está no cronograma.


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Além disso, o aporte do CAF seria usado para reformar a Unidade de Referência Secundária Padre Eustáquio, a Maternidade do Hospital Odilon Behrens e o Centro Obstétrico.

O dinheiro seria destinado, ainda, à implantação de sistemas para modernizar a gestão da área da saúde e de obras públicas.

Muito além do Move

O vínculo da PBH com a instituição financeira tem sido frequente na gestão Alexandre Kalil (PSD). Em Projeto de Lei enviado à Câmara de BH, o mandatário também referenciou o banco. Daquela vez, para conseguir dinheiro para as obras da Avenida Vilarinho.

A Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap), no entanto, esclareceu à reportagem, quando as obras contra enchentes foram anunciadas, que a menção ao CAF no projeto foi apenas uma obrigação. Isso porque o Legislativo exige que uma instituição seja citada para a tramitação de uma lei que peça empréstimo.

Portanto, segundo o Executivo, o dinheiro para as intervenções contra as chuvas podem vir de outros bancos. Inclusive da Caixa Econômica Federal.

Quando o projeto tramitou na Câmara de BH, vereadores da oposição criticaram “a falta de transparência” da prefeitura.

Isso porque o Executivo municipal não havia detalhado as obras aos políticos, ou seja, pedia aprovação de um empréstimo sem detalhar onde o dinheiro seria aplicado, segundo os vereadores.

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