Clube Eskinão em Ribeirão das Neves
Clube Skinão | Foto: Divulgação
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É inegável que o futebol está enraizado na alma do brasileiro e que é uma das maiores paixões do país. Os campeonatos que assistimos na televisão mostram uma mínima parte da estrutura do esporte no Brasil. O futebol amador, ou de várzea, corre paralelamente como uma opção de lazer em áreas principalmente periféricas.

Conversei um pouco com Tarley Gabriel, que é barbeiro, morador do bairro Flamengo e presidente do time Eskinão FC, o qual completou 5 anos no mês de março. Tarley comenta, brevemente, alguns pontos de dificuldade que não só ele, mas muitos do ramo passam em Ribeirão das Neves.

Tarley diz que além de ser um esporte incentivador, principalmente, da saúde, o futebol de várzea cria outras situações como o lazer para a comunidade e a ressocialização de jovens, que em algumas situações são egressos do crime.

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Ter uma ocupação como o esporte, fortalece ainda mais esse processo de ressocialização e, como Tarley alerta, “o futebol pode abrir portas”. Ele fala que se tivesse mais recursos, esse trabalho social seria mais bem sucedido e com uma abrangência muito maior.

Infelizmente, a categoria não é tão valorizada como deveria ser. A falta de apoio, falta de incentivo e poucas políticas públicas destinada ao esporte são algumas das diversas barreiras que muitos times têm que enfrentar.

Campos com baixa iluminação, falta de assistência por parte da prefeitura, apoio financeiro aos times e o descuido com os principais campeonatos fazem parte da rotina dos clubes amadores, inclusive, do Eskinão. Em praticamente todas as vezes, as conquistas atingidas pelos times são uma busca particular dos jogadores, da direção do clube e também do apoio de alguns voluntários da região.

Com 26 anos de idade, Tarley busca sempre alternativas para a melhoria do futebol amador em Ribeirão das Neves. Dentre algumas ideias propostas por ele de mudanças está a de fazer mais campos – nem que sejam do tradicional terrão -, trocar as iluminações, pagar premiações maiores para os campeonatos e montar academias públicas incentivando os moradores a se exercitarem. Com mais recursos para os times, eles ainda podem criar divisões de bases como atração para crianças e adolescentes que têm o sonho de se tornarem jogadores profissionais.

Muitas pessoas atualmente criticam o futebol profissional com a frase “o futebol agora não é como era antes” ou “tenho saudade do futebol raiz”, mas esse futebol ainda existe e existe em muitas cidades. O universo que acontece dentro do futebol de várzea é algo inexplicável, pois como foi dito acima, pode recuperar vidas de jovens que entraram na vida do crime.

Além da prática do esporte, o futebol de várzea é uma causa social que precisa ser acompanhada com mais atenção. Eu, particularmente, não tenho tanto convívio com o esporte, mas pelo que acompanho e conheço, um texto não seria capaz de explicar todas as dificuldades e também todas as alegrias  proporcionadas pelo futebol amador.

Perfil do clube Eskinão FC: https://www.instagram.com/eskinaofc/

Conteúdo escrito pelo colunista Ricardo Soares.

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