Crédito: reprodução/Instagram.
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Alexandre Victor Lazzarotto tinha 57 anos quando perdeu a vida no último sábado, enquanto treinava ciclismo na Avenida Brasil, nos arredores da Cidade Administrativa, no Bairro Serra Verde, em Venda Nova. Pai da Isabela, de 25, e do Mateus, 23, e casado com Maria Ermelinda Simões Lazzarotto, Alexandre colidiu contra um ônibus da linha 642 (Estação Venda Nova/Cidade Administrativa), se desequilibrou e foi atropelado pela roda traseira do coletivo (saiba mais informações abaixo).

Filiado ao Minas Tênis Clube, Alexandre Lazzarotto tinha paixão por três esportes: a natação, o ciclismo e a corrida. A vocação lhe levou até o triatlo, modalidade olímpica que, nesta ordem, combina os três esportes de maneira sequencial. As provas, geralmente, são longas. Nos Jogos Olímpicos, por exemplo, a competição engloba um quilômetro e meio de natação, 40 de ciclismo e mais 10 de corrida.

Em seus perfis nas redes sociais, o triatleta do Minas deixa claro o quanto se dedicava ao esporte. Em postagem publicada em 18 de janeiro, comemorou um treino de ciclismo de 50 quilômetros, com novos pneus da marca Tannus. “Aeeee! Tannus Tire💪👍”, comentou, na oportunidade, o triatleta olímpico Diogo Sclebin no post de Alexandre. Sclebin representou as cores do Brasil nos Jogos Londres 2012 e Rio 2016.

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Triathlon em 2017.

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A dedicação rendeu a Alexandre Lazzarotto algumas premiações. Uma delas aconteceu durante a competição Rio Triathlon, sediada no Rio de Janeiro. Lá, o mineiro conquistou o 3º lugar no módulo masculino da prova para atletas entre 55 e 59 anos.

Além de se dedicar ao esporte, Lazzarotto tinha duas formações acadêmicas: Engenharia Civil na Escola de Engenharia Kennedy e Administração Mercadológica no Centro Universitário UNA. Também cursou o Programa de Desenvolvimento de Gestores da Fundação Dom Cabral.

O acidente

Avenida Brasil, ao redor da Cidade Administrativa: o local do fato. Crédito: reprodução/Google Street View.

Alexandre Lazzaratto morreu na manhã deste sábado, por volta das 9h, ao ser atropelado por um ônibus enquanto treinava na Avenida Brasil, situada nas imediações da sede do governo do estado. Segundo a Polícia Militar (PM), uma testemunha, que presenciou o fato e também praticava ciclismo no local, afirmou que o motorista do coletivo ocupava metade da faixa da esquerda e outra parte da faixa central, onde estavam os esportistas.

Então, conforme o Boletim de Ocorrência, a testemunha contou que o condutor fez uma manobra brusca para ocupar totalmente a faixa do centro, o que provocou o acidente.

Alexandre Lazzaratto morreu na hora ao bater o ombro esquerdo contra a lateral do coletivo. Ele se desequilibrou, caiu no chão e foi atropelado na sequência, segundo o documento policial. Quando a corporação chegou ao local, uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) já havia constatado a morte do triatleta.

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Pedal na Serra do Caraça

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Quanto à versão do motorista, ele disse à polícia que trafegava pela faixa central e decidiu ocupar a faixa da esquerda para desviar do grupo de ciclistas. Quando foi retornar à faixa de origem, ele percebeu, pelo retrovisor, que havia uma bicicleta caída na Avenida Brasil. Imediatamente, o condutor afirma ter parado o veículo para prestar socorro. Ele passou pelo teste de bafômetro, mas nenhuma irregularidade foi constatada.

Outra testemunha, também esportista, informou à polícia que um ônibus quase a atropelou momentos antes do acidente. Contudo, não soube especificar se trata-se do mesmo coletivo. O gerente da empresa Viação Milênio ficou responsável por conduzir o veículo até a garagem.

Em nota, o Minas Tênis Clube informou que “está dando total assistência à família do associado”. A esposa da vítima também é atleta do clube. O Minas ressaltou, ainda, que colabora com os procedimentos legais junto à Polícia Militar e o Instituto Médico Legal (IML).

Petição

Em razão da morte de Lazzaratto, a comunidade do triatlo criou uma petição online para apresentar ao Ministério Público. O abaixo-assinado pretende coletar 5 mil assinaturas. Até por volta das 14h desta segunda, 2 mil interessados já haviam se cadastrado.

“Em cada bicicleta uma vida! Por um trânsito seguro! Chega de assassinatos no trânsito!”, clama a petição. Além da morte do triatleta no Bairro Serra Verde, o documento relembra o acidente envolvendo o ciclista Hugo Cavanelas, atropelado por um carro em uma estrada da zona rural de Sabará em janeiro do ano passado.

Esta é uma homenagem do Jornal Norte Livre ao triatleta Alexandre Lazzaratto, em respeito a seus familiares e amigos.
Jornal Norte Livre, o Jornal de Venda Nova!

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