Caminhões e retroescavadeiras estão entre os veículos disponibilizados pela prefeitura para frear os danos da chuva prevista. Foto: Rodrigo Clemente/PBH.
Caminhões e retroescavadeiras estão entre os veículos disponibilizados pela prefeitura para frear os danos da chuva prevista. Foto: Rodrigo Clemente/PBH.
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Enquanto as obras para resolver os problemas da Avenida Vilarinho não chegam, a Prefeitura de Belo Horizonte adota medidas paliativas para conter os danos da chuva.

Com o temporal previsto para cair entre quinta e sexta-feira, o Executivo municipal montou uma operação especial para auxiliar a população.

Sendo assim, a prefeitura mapeou 11 pontos críticos de inundação na cidade. Um deles, evidentemente, está em Venda Nova: o encontro da Rua Doutor Álvaro Camargos com a Avenida Vilarinho, no Centro da Regional, nas proximidades do Shopping Estação BH.

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O local já é conhecido pela população e pelo poder público como ponto de alagamento. Ali, ocorre a confluência de dois córregos: o Vilarinho e o Nado. Esse último carrega as águas dos mananciais Lareira e Marimbondo.



É justamente ali que a prefeitura pretende instalar um dos enormes reservatórios para armazenar água da chuva. O projeto da obra está pronto, mas as máquinas só devem começar a operar depois do período de precipitação.

A operação especial

Por esses onze pontos de alagamento serão distribuídos 34 caminhões, 12 carregadeiras, cinco escavadeiras, 13 retroescavadeiras, dois tratores, cinco caminhões-prancha e 11 hidrojatos, conforme nota da prefeitura.

Além da Vilarinho e da Rua Doutor Álvaro Camargos, a operação vai se concentrar em pontos que já recebem alagamentos historicamente, como as avenidas Prudente de Morais, Tereza Cristina, Cristiano Machado e Francisco Sá.



Para fazer a coleta imediata de resíduos, 61 equipes da SLU, que totalizam 488 garis, estarão à disposição em três turnos: 7h às 15h, 13h30 às 21h30 e das 21h30 às 5h.

Cada equipe contará com um caminhão-basculante, oito garis, três pás-carregadeira, cinco caminhões e um caminhão-pipa.

Nove grupos equipados com caminhão-basculante com cabine farão podas e cortes de árvores durante a noite em toda a cidade. Além disso, estarão à disposição cinco torres de iluminação com gerador a diesel.

Foto: Rodrigo Clemente/PBH.

Ademais, equipes da BHTrans farão a reserva de áreas nas vias públicas para os equipamentos, que serão monitorados pela Guarda Civil Municipal, a partir da noite desta quarta. Haverá sinalização proibindo o estacionamento e trânsito de veículos nos locais.

A Prefeitura de Belo Horizonte também reservou vagas em pousadas da capital caso pessoas fiquem desabrigadas após o temporal. Equipes da Secretaria Municipal de Assistência Social estarão de plantão 24 horas para atendimentos. A Defesa Civil também fará a distribuição de colchões, cestas básicas, cobertores e jogos de lençol.

O temporal

A previsão de cair mais de 250 milímetros de chuva nos próximos dias, conforme o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), forçou as autoridades mineiras a criarem um plano integrado para evitar desastres por conta das chuvas.

As atividades incluem o mapeamento de áreas de risco e a divulgação de alertas locais com grande chance de inundação e alagamento. Além disso, o documento também estabelece que os municípios criem uma lista de abrigos e locais de acolhimento de moradores. 

No total, 12 cidades da Grande BH fazem parte do plano integrado, desenvolvido pelo gabinete de crise da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec).

Dicas e fake news

Reprodução/Defesa Civil de BH

Diante das medidas adotadas pelas autoridades e da previsão do temporal, uma série de notícias falsas circulou pelas redes sociais nos últimos dias, principalmente no WhatsApp.

Dois áudios são compartilhados com diversas fake news no aplicativo. Um deles dá conta de que o metrô não vai operar e que os governos municipal e estadual vão decretar ponto facultativo. Os dados, no entanto, não passam de boatos.

Outra mensagem bastante compartilhada diz respeito a uma recomendação da Defesa Civil para que as pessoas não saiam de casa na sexta-feira. O órgão, contudo, nega que tenha informado isso.

“Não estamos orientando e nem recomendando que as pessoas fiquem em casa na sexta-feira, estamos recomendando e orientando para que as pessoas não desloquem para os locais onde já é sabido que podem inundar em função das chuvas”, afirmou o coordenador da Defesa Civil estadual, tenente-coronel Flávio Godinho.

Apesar disso, vale ressaltar que o cidadão precisa ficar atento aos alertas das autoridades. O morador pode, por exemplo, cadastrar seu número de telefone na Defesa Civil e receber os avisos por SMS.

Basta enviar mensagem com seu CEP para o número 40199.

Em caso de emergência, o cidadão deve acionar o Corpo de Bombeiros pelo número 193. Quem estiver de carro durante as chuvas, pode verificar se há vias interditadas no seu caminho a partir do aplicativo Waze.

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