Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
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Nesta terça-feira (27), durante a noite, foi a vez da Unidade de Pronto Atendimento de Venda Nova (Upa Venda Nova) passar por procedimento operacional padrão (Pop) em caso de suspeita de sarampo. As consultas foram suspensas e o equipamento foi fechado por cerca de duas horas até que a criança geradora da dúvida fosse examinada. Em seguida, todos pacientes e funcionários foram cadastrados e receberam uma dose da vacina. Os agentes de limpeza fizeram a desinfecção do local.

Nesta quinta-feira (29), durante a manhã, o Centro de Saúde Nova York (situado na Rua Wilton Marques Pereira, 10, Bairro Jardim dos Comerciários) também precisou passar pelos mesmos procedimentos. Segundo Paulo H. Evangelista, a esposa, ele e, aproximadamente, 40 pessoas aguardavam atendimento quando funcionários informaram que o equipamento de saúde precisaria ser fechado.



Conforme Paulo, perto das 7h, uma família chegou com uma criança e momentos depois os médicos saíram e informaram que havia a suspeição de sarampo. Segundo os profissionais, o pai do(a) jovem trabalha em São Paulo, local com maior número de casos investigados, e, por isso, seriam necessárias ações de cautela.

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Como estavam portando os cartões de vacina, Paulo e a esposa não tiveram tantos problemas, mas mesmo assim foram cadastrados e precisaram esperar quase quatro horas para serem liberados. Outras pessoas que aguardavam e não tinham o comprovante vacinal continuaram retidas até que os funcionários da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) chegassem.

Paulo e a esposa ainda receberam o aconselhamento de chegarem em casa, tirarem as roupas que usavam no posto, colocarem para lavar, tomarem banho e passarem álcool gel nos aparelhos que portavam, como smartphones, anéis, carteiras, fones de ouvido e outros.

“Eu fui ao posto para uma consulta de retorno, pois faço exames periódicos por causa da diabetes. Fui levar os resultados para o médico averiguar, mas não consegui ser atendido, assim como os demais que estavam lá e não puderam consultar”, diz Paulo, analista administrativo e motorista de aplicativo.

Há poucos dias

No dia 23, o Centro de Saúde Lagoa, situado na Rua José Sabino Maciel, 176, Bairro Lagoa, precisou ser fechado por causa da suspeita de sarampo em uma bebê. Se confirmado, o caso pode ser tornar o primeiro autóctone (contraído na própria região) em mais de 22 anos sem menções em Belo Horizonte.

Uma ambulância levou a criança com a suspeita para o Hospital Infantil João Paulo II, situado na Alameda Ezequiel Dias, no Centro de BH.

Possibilidade de surto?

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), “as medidas de bloqueio vacinal e desinfecção das unidades têm caráter preventivo e são executadas diante de qualquer hipótese de diagnóstico do sarampo. São executadas de forma profilática para resguardar a saúde das pessoas do local e evitar transmissões”.

Quando surge a suspeita, funcionários do posto seguem o protocolo definido pelo Ministério de Saúde, o que pode durar cerca de duas horas. No caso do Centro de Saúde Nova York, o atendimento foi suspenso para realização de ações de bloqueio e a previsão é de que o funcionamento seja normalizado a partir das 14h30.

Segundo Secretaria Estadual de Saúde (Ses), no último boletim de 22 de agosto, “desde o início de 2019, foram notificados 221 casos suspeitos de sarampo provenientes de 78 municípios no estado de Minas Gerais. Desses, 162 foram descartados, 55 estão sob investigação e 4 casos foram confirmados.

Até o momento, conforme SMS, o protocolo foi adotado nos seguintes equipamentos de saúde da Rede Sus-BH:

  • 21/08 – UPA Centro-Sul
  • 22/08 – Centro de Saúde São Geraldo
  • 23/08 – Centro de Saúde Lagoa
  • 24/08 – UPA Centro-Sul e UPA Leste
  • 26/08 – Centros de Saúde Califórnia, Tirol, Cafezal, Dom Joaquim, Felicidade I e II e UPA Nordeste – sendo que o caso já foi descartado para sarampo
  • 27/08 – UPA Venda Nova e Centro de Saúde Jaqueline II
  • 28/08 – Centros de Saúde Osvaldo Cruz, Nossa Senhora Aparecida e UPA Norte
  • 29/08 – Centro de Saúde Nova York

Até agora, as regionais administrativas de Belo Horizonte apresentaram os seguintes equipamentos de saúde com suspeitas:

  • Centro-sul: UPA Centro-Sul (2 casos), Centro de Saúde Cafezal e Centro de Saúde Osvaldo Cruz
  • Norte: Centro de Saúde Felicidade I, Centro de Saúde Felicidade II, Centro de Saúde Jaqueline II e UPA Norte
  • Venda Nova: Centro de Saúde Lagoa, UPA Venda Nova e Centro de Saúde Nova York
  • Leste: Centro de Saúde São Geraldo, UPA Leste, Centro de Saúde Nossa Senhora Aparecida (Novo São Lucas)
  • Noroeste: Centro de Saúde Califórnia
  • Barreiro: Centro de Saúde Tirol
  • Nordeste: Centro de Saúde Dom Joaquim, UPA Nordeste
  • Pampulha: sem menções
  • Oeste: sem menções


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Jornalista graduado pelo Centro Universitário de Belo Horizonte — UniBH (2017), jornalista editor no Jornal Norte Livre com passagem pelo Jornal Daqui BH, ambos parceiros hiperlocais do Portal Uai/Diários Associados. Professor e sócio na empresa "Quando - Fábrica de narrativas", conteudista, SEO (Search Engine Optimization), videomaker, fotógrafo e entusiasta como ilustrador, desenvolvedor web e animador 2D."Os livros são o templo do jornalista, mas é nas ruas que ele congrega". Will Araújo

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