Créditos: imagem de Daniel REche (Pixabay)
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A característica mais cruel de algumas doenças – como as provocadas por um vírus – é a capacidade de ser completamente desprovida de preconceitos. Alguns males acometem qualquer tipo de pessoa independente de sua etnia, credo, cor, classe social…

Assim como um vírus, a depressão – o mal do século – ataca a todos sem preferências. Comediantes famosos e bem-sucedidos como Robin Williams e Fausto Fanti sucumbiram ao seu peso e tiraram a própria vida. Jim Carey também já passou por um longo período de profunda tristeza. Parece estranho pensar que pessoas que fizeram carreira no humor, e que levam tanta alegria para a vida dos outros, possam ser vítimas de uma dolorosa melancolia. 

Em alguns casos, como na vida de pessoas como Chico Anysio, Stephen Fry, Whindersson Nunes e Eduardo Sterblitch (conhecido como Fred Mercury Prateado), a depressão não conseguiu vencê-los a ponto de sugar seu último suspiro de vida, mas lhes deu golpes avassaladores.

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Ao contrário do que se pensa, depressão não é preguiça, não é falta do que fazer, não é descaso. Ela pode atacar pessoas muito prolíficas em seus trabalhos – workaholics, empresários, trabalhadores simples ou artistas famosos – Lucas Lucco, Paula Fernandes, Marina Lima, Adele já confessaram ter passado por períodos depressivos. 

Cantores celebrados como Chris Cornell, Chester Benington, Kurt Cobain, Amy Winehouse se afundaram em sua tristeza e entregaram a própria vida. A depressão não se importa com títulos, prêmios, status social, fama etc.. Ela é implacável e não respeita nem mesmo a fé do indivíduo – o padre Fábio de Melo já confessou publicamente sofrer de depressão. 

Outra característica desse mal é que seus danos podem não ser visíveis – uma pessoa pode ser extrovertida, ter uma energia contagiante e ainda assim estar sofrendo por dentro. Isso dificulta o processo de cura, pois as pessoas não possuem a capacidade de doar apoio a quem elas julgam não necessitar de atenção e incentivo. 

Setembro se foi, e com ele a atenção que essa doença recebe, mas nós não devemos nos esquecer que a empatia, o carinho, o incentivo e o apoio devem ser doados todos os meses, todos os dias, todos os minutos. E devem ser entregues até mesmo às pessoas que achamos que não precisam ou não merecem isso. 

Às vezes, um elogio singelo pode mudar a vida de alguém, uma pequena frase de incentivo pode doar força a quem precisa e um simples sorriso pode iluminar uma vida. 

Setembro passou, mas a luta é constante, as batalhas são diárias. Algumas pessoas gritam por socorro, mas existem aquelas que batalham em silêncio. Todos nós estamos travando guerras a todo o momento. Estender a mão ao semelhante ou doar os ouvidos por alguns minutos pode fazer uma grande diferença.

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