Vista área do reservatório que está em construção na Vilarinho. Empréstimo renderia outros cinco equipamentos parecidos. Foto: Octupus/Jornal Norte Livre.
Vista área do reservatório que está em construção na Vilarinho. Empréstimo renderia outros cinco equipamentos parecidos. Foto: Octupus/Jornal Norte Livre.
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Sem empréstimo, mas com muitas críticas. O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), criticou duramente os vereadores de BH pela não aprovação do repasse de R$ 907 milhões de um banco internacional para obras em Venda Nova.

“Aquilo foi um crime. Um crime contra a pobreza. Um crime contra a fome. Um crime contra inundação. Aquilo é crime. É o dinheiro mais barato do mundo, que foi politizado. Por ignorância, porque eles achavam que era um dinheiro que eu usaria como prefeito”, disse, em entrevista ao jornal Estado de Minas.

De acordo com a PBH, o empréstimo serviria para investir nos processos de contenção de cheias e enchentes nos córregos que compõem a bacia do Ribeirão Isidoro: sendo o Vilarinho e Nado, presentes em Venda Nova, e o Terra Vermelha e Floresta, na Regional Norte.

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O valor destinava-se a completar o conjunto de obras cruciais para resolver por completo os problemas de inundações em Venda Nova. Portanto, a região receberia investimento de aproximadamente US$ 83 milhões (perto de R$ 412 milhões, na cotação atual) para execução dos seguintes reservatórios:

  1. Reservatório do Capão Padre Pedro Pinto – 89.000m³;
  2. Reservatório Vilarinho 3 (subterrâneo) – 80.000m³;
  3. Ampliação do volume do Reservatório Liège existente de 51.000 m³ para cerca de 66.000m³;
  4. Reservatório do Córrego Candelária, (subterrâneo) – 30.000m³;
  5. Reservatório Nado 2 (subterrâneo) – 65.000m³;
  6. Reservatório Anuar Menhen – 40.000m³.

“Nunca tive relacionamento bom ou mal com a Câmara. Nem no mandato passado. Porque nunca foi uma coisa imoral para ser votada lá dentro. Imoral, e que vão carregar para o resto da vida, foi essa votação de (quase) R$ 1 bilhão. Vão carregar para o resto da vida e quando botarem a cabeça no travesseiro”, afirmou ao Estado de Minas.

Projeto de Lei 1026/2020 teve 12 votos contrários e 27 a favor. Portanto, não teve aprovação.

Entre as justificativas da rejeição está a falta de clareza sobre a prestação de contas e sobre o dinheiro, que segundo vereadores de BH, o prefeito alegou no passado “já estar em caixa”.

De acordo com o portal on-line da CMBH, o vereador Cláudio do Mundo Novo (PSD), presente remotamente, não registrou o voto sobre o empréstimo. Ele, além de ser do partido de Kalil, tem como curral eleitoral a Região de Venda Nova. Porém, foi contra as obras para a regional.

Em entrevista ao jornal O Tempo à época, o parlamentar disse que tentou votar a favor, mas a conexão com a internet não permitiu que fosse computado o voto pelo celular.

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