Carteira de trabalho na mão, mas sem emprego. Mulheres sofrem com discriminação e crise econômica. Foto: Gabriel Ronan/Jornal Norte Livre.
Carteira de trabalho na mão, mas sem emprego. Mulheres sofrem com discriminação e crise econômica. Foto: Gabriel Ronan/Jornal Norte Livre.
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Sem emprego, mas com três filhos para criar. Essa é a realidade da jovem Rayany Barbosa, de 23 anos. Ela mora no Bairro Lagoa, em Venda Nova, de favor na casa de um parente. As crianças de 7, 3 e 2 sobrevivem por meio de ajudas do governo, já que a mulher está sem serviço desde julho, quando deixou uma escola do Bairro Santa Tereza, no Leste da capital mineira. Atuava na área de serviços gerais.

“Uma amiga de 16 anos me ajudava e cuidava dos meus meninos. Mas, agora, ela também tem um bebezinho e está sem serviço. Estava sem casa e tive que trazer ela pra cá. Vivo com R$ 375 do Bolsa-Família”, diz a jovem.

Rayany gasta todo o dinheiro do governo na conta de água, que divide com o proprietário da casa. O recurso também vai para alimentos para os três filhos. Consegue um preço melhor com um amigo, que vende laticínios e aceita adiar o pagamento para o mês seguinte.

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Discriminação

A jovem faz parte da imensa quantidade de mulheres sem emprego no Brasil. Nunca, na história da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a diferença entre mulheres e homens sem serviço foi tão grande no Brasil como neste ano.

Conforme o levantamento do segundo trimestre deste, 17,1% delas estão sem emprego, contra 11,7% deles: defasagem de 5,4 pontos percentuais. Portanto, Rayany faz parte de um problema composto por crise financeira e discriminação.

Recentemente, ela fez entrevista para uma vaga em uma grande rede de supermercados em Belo Horizonte. O nome foi riscado da lista quando disse que tinha três filhos.

“A mulher (responsável pelo processo seletivo) me perguntou se eu tinha filhos. Quando eu falei que tinha três, ela ficou em silêncio. Disse que entraria em contato depois, mas nunca mais me ligou”, lamenta a jovem.

Como posso ajudar?

Sua empresa tem uma vaga de emprego e quer ajudar Rayany? Basta entrar em contato com ela pelos telefones (31) 97354-6168 (celular) e (31) 98451-5353 (WhatsApp).

Ela também aceita doações por meio do sistema de pagamentos PIX. O cadastro dela é por meio do número (31) 98451-5353.

Assistencialismo

A manutenção e incremento de políticas públicas de assistencialismo são fundamentais em realidades como as da moradora de Venda Nova, segundo o economista Mário Rodarte, da Universidade Federal de Minas Gerais.

“Independente de qual governo esteja, essas políticas são importantíssimas. Primeiro que muitas delas não estão no mercado de trabalho porque não têm condições de entrar (por outros compromissos). Você tem que trabalhar nas duas pontas: dando oportunidades e mudando a perspectiva dos empregadores para que haja mais aceitação das mulheres”, explica.

Rodarte afirma que a falta de projeto social e econômico do governo federal se reflete no aumento da defasagem entre homens e mulheres no mercado de trabalho.

Portanto, declarações machistas do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e de ministros, como Paulo Guedes (Economia) e Damares Alves (Mulher, da Família e dos Direitos Humanos), trabalham para ampliar esse problema.

Como é que eu faço para me candidatar às vagas do Sine?

É só baixar o aplicativo “Sine Fácil” no seu celular. Nele, é possível consultar vagas de emprego disponíveis para seu perfil profissional. Há informações exigências, benefícios, valor do salário, localidade e tipo de contratação. Se o trabalhador se interessar pela vaga, basta clicar em “Quero Esta Vaga” e será direcionado para agendar a entrevista.

O que fazer para conseguir um emprego rápido?

Essa não é uma pergunta fácil, mas alguns passos ajudam. É importante conversar sobre o assunto com familiares e amigos para verificar se algum deles podem lhe ajudar. Além disso, manter seu LinkedIn atualizado também é fundamental. O mesmo vale para inscrição em sites de vaga de emprego.

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