Um dos córregos analisados no estudo é o Vilarinho, em Venda Nova. Foto: reprodução/Defesa Civil.
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Depois de ser o epicentro da pandemia da COVID-19 em BH por várias semanas em seguida, Venda Nova sofreu uma desaceleração no número de mortes pela doença recentemente. Hoje, por exemplo, a Regional é a quarta com mais vidas perdidas na capital mineira, atrás Oeste, Nordeste e Noroeste. São 152 óbitos confirmados até o último balanço, divulgado nessa segunda-feira (5).

Contudo, dados do boletim de monitoramento nos esgotos, realizado por pesquisadores de diferentes organizações, mostram que há uma tendência de aumento de diagnósticos na Região.

Isso porque as coletas feitas pelos cientistas mostram uma estimativa de 30% da população de Venda Nova infectada pelo novo coronavírus.

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“Na bacia do (Córrego do) Onça, observou-se uma tendência geral de aumento nos percentuais de população infectada estimada nas sub-bacias de esgotamento na semana epidemiológica 39. Este aumento foi mais acentuado nas sub-bacias SBO-05, SBO-07 e SBO-08”.

As sub-bacias representadas pelos códigos SBO-05 e SBO-07 são justamente as do Córrego Vilarinho, o principal de Venda Nova.

Já a SB0-08 diz respeito ao Córrego Terra Vermelha, que abrange bairros da Região Norte, vizinha de Venda Nova, como Zilah Spósito, Jaqueline e Frei Leopoldo.

Ainda assim, o estudo ressalta que não é possível garantir que esse aumento seja fruto da flexibilização do comércio na cidade – atualmente quase todo o comércio funciona em BH. Segundo os pesquisadores, tudo vai depender se essa tendência de crescimento terá continuidade no próximo levantamento. 


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“Este valor deve ser observado com atenção, em especial à luz do resultado a ser obtido na próxima semana, pois pode indicar um aumento da circulação do vírus em Belo Horizonte”, informa o documento.

Os balanços são divulgados a cada semana. A última análise levou em consideração amostras colhidas na penúltima semana de setembro, até o dia 25.

As amostras foram coletadas entre 21 e 25 de setembro em Belo Horizonte e em Contagem.

Diante de tais dados, o boletim ressalta a necessidade da população se manter consciente sobre as medidas de segurança contra a doença, como a limpeza frequente das mãos, o isolamento social e a utilização das máscaras.

Quadro geral

A estimativa de pessoas infectadas pelo novo coronavírus em Belo Horizonte aumentou quase quatro vezes em uma semana, tendo como base o monitoramento feito por especialistas nos esgotos da capital.

De acordo com o estudo, 220 mil pessoas podem ter sido infectadas pelo vírus na capital mineira. Na semana passada, essa estimativa era de 60 mil – um crescimento de 266%.

O levantamento leva em consideração as bacias do Arrudas e do Onça nas cidades de Belo Horizonte e Contagem.

Na cidade localizada na Grande BH, o aumento na estimativa de infectados foi ainda maior: de 20 mil para 80 mil – crescimento de 300%. 

O projeto-piloto é uma iniciativa conjunta da Agência Nacional de Águas (ANA) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Estações Sustentáveis de Tratamento de Esgoto (INCT ETEs Sustentáveis/UFMG).

Esses órgãos contam com a parceria da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) e da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES).

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