Imagem do interior do antigo clube lareira 2019 - Foto: Will Araújo/Jornal Norte Livre
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A Câmara de BH (Avenida dos Andradas, 3.100 – Bairro Santa Efigênia) sedia, nesta quarta-feira (13), uma reunião extraordinária para debater a devastação ambiental da área que abrigava o antigo Clube Lareira, em Venda Nova, no Bairro São João Batista. O encontro será aberto à população e vai acontecer no plenário Helvécio Arantes, dentro do Legislativo municipal, a partir das 19h.

Segundo moradores das ruas próximas, o espaço onde deveria estar instalado um parque, conforme prometido no Plano Urbanístico de 2013, passa por constantes queimadas e devastação do meio ambiente. Vizinhos reclamam da diminuição, inclusive, da fauna local.

A reunião marcada para esta quarta é uma consequência de visita técnica realizada pelo vereador Gilson Reis (PC do B) em agosto deste ano.

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Em requerimento, o vereador solicitou a presença de quatro representantes da prefeitura: os secretários de Meio Ambiente, Mário Werneck, e de Política Urbana, Maria Caldas; o superintendente de Desenvolvimento da Capital, Henrique Castilho; e o coordenador da Regional Venda Nova, Humberto Pereira de Abreu Júnior.



Além, é claro, de moradores e líderes comunitários. Entre eles, está Daniele Rodrigues, que vive no Bairro São João Batista.

“Os moradores querem preservação do meio ambiente de lá, porque existem nascentes. É uma área verde. Eles devastaram bastante nesses últimos dois anos, desde quando me mudei pra cá. Diminuíram bastante as árvores e até os passarinhos sumiram um pouco”, conta a proprietária de um imóvel em rua paralela ao antigo Clube Lareira.

Desdobramentos

Imagem do interior do antigo clube lareira 2019 – Foto: Will Araújo/Jornal Norte Livre

De acordo com o vereador Gilson Reis, a audiência desta quarta quer definir qual a real destinação da área, isto é, se ela é pública ou privada e qual a finalidade dela.

“No plano diretor, (a prefeitura) incluiu uma operação urbana na qual se destina as duas partes das extremidades para a construção de unidades habitacionais. Setor privado. Mas, isso implicaria na destruição da área verde da região”, explica o parlamentar.

Ainda de acordo com Reis, o objetivo do encontro de quarta também é deliberar quais possíveis alternativas restam à população e ao Legislativo para garantir a preservação da área.

Isto é, se a articulação será política, por meio de mobilização social ou até mesmo por vias judiciais.

Outro lado nega devastação

Vereador Gilson Reis (PC do B) visitou empreendimento em agosto deste ano. Foto: Will Araújo/Jornal Norte Livre.

Na visita técnica de agosto, a reportagem do Jornal Norte Livre ouviu a versão da União Corretora, atual proprietária do imóvel. De acordo com João M. Leite, diretor da empresa, o terreno está dividido em 47 lotes há cerca de cinco décadas e está regularizado junto à PBH.

Além disso, segundo ele, não existe qualquer projeto de edificações para a área e nem definições sobre a continuidade do clube ou o que será feito após as obras na Bacia do Nado.



A Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap), inclusive, alugou dois mil metros quadrados no interior do clube para abrigar o próprio escritório e da empresa que executa as intervenções nos córregos Marimbondo e Lareira (Bacia do Nado).

Contudo, a União Corretora continua sendo a responsável pela manutenção e segurança do local.

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