Agentes comunitários de saúde não estão na primeira fase de vacinação contra a COVID-19. Na foto, Centro de Saúde do Bairro Mantiqueira, em Venda Nova. Foto: Will Araújo/Jornal Norte LIvre.
Agentes comunitários de saúde não estão na primeira fase de vacinação contra a COVID-19. Na foto, Centro de Saúde do Bairro Mantiqueira, em Venda Nova. Foto: Will Araújo/Jornal Norte LIvre.
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Na segunda-feira (18), a Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMSA), divulgou o planejamento de aplicação das primeiras 128.388 doses da vacina Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac Biotech, e distribuída pelo governo estadual.

Na fila estabelecida pelo cronograma, os primeiros a serem vacinados serão “os profissionais de saúde que atuam em UTIs, nas enfermarias Covid e nos atendimentos de urgência da rede pública e privada”, conforme a Saúde municipal.

Porém, o planejamento não contempla, inicialmente, a segunda categoria de trabalhadores da saúde mais infectada pelo novo coronavírus (Covid-19) ao longo desses 10 meses de contingenciamento: os agentes comunitários de saúde.

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Esses profissionais atuam nos 152 centros de saúde espalhados pela capital mineira. Em parcela das vezes, esses trabalhadores são os primeiros a terem contato com pacientes com suspeita da doença. 

Dos 78.822 casos confirmados em Belo Horizonte até essa terça (19), de acordo com boletim epidemiológico da prefeitura, 1.844  profissionais da saúde da capital testaram positivo para a Covid-19. 

Porém, a prefeitura detalha a categoria profissional de 1.004 das 1.844 vítimas da pandemia na saúde municipal. Portanto, 840 casos positivos ainda não têm profissão definida pelo Executivo.

Dos 1.004 diagnósticos confirmados e detalhados, 322 são técnicos de enfermagem — cerca de 29% dos profissionais. Esses já fazem parte da primeira etapa de imunização. 

Em seguida, aparecem os agentes comunitários de saúde com 144 testes positivos, o que equivale a, aproximadamente, 14% do montante de trabalhadores. Mas, eles estão fora da prioridade de vacinação.

Na mesma toada, a categoria “operacional administrativo”, apesar de ser a quarta mais infectada, não faz parte da primeira leva de imunização da prefeitura. São 79 diagnósticos entre esses servidores, três a mais que entre os médicos. 

Conforme o DATASUS, do Ministério da Saúde, BH tem 75.859

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que “segue o cronograma nacional de vacinação, com os critérios definidos pelo governo federal”.

De acordo com a pasta, a partir do “recebimento de novas entregas da vacina pelo Ministério da Saúde, os próximos grupos a serem vacinados serão os residentes e profissionais das Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) e profissionais da Atenção Primária em Saúde, onde atuam os agentes comunitários de saúde, em cronograma que será estabelecido em função dos quantitativos”.

O grupo contemplado na 1ª fase é formado por:

– Trabalhadores que atuam no CTI Covid (hospitais)

– Profissionais que atuam no CTI geral (hospitais)

– Profissionais do pronto-atendimento dos hospitais

– Servidores das nove UPAs e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu)

– Trabalhadores que atuam na enfermaria Covid

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