Imagem mostra início dos trabalhos na Vilarinho, quando operários retiravam ligações telefônicas da via, em março. Foto: Gabriel Ronan/Jornal Norte Livre.
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Velha demanda da população de Venda Nova, que tanto tem sido vítima dos alagamentos históricos, as obras na Avenida Vilarinho avançaram neste mês. A Prefeitura de Belo Horizonte informou nessa segunda-feira (3) que iniciou a implementação do piscinão no encontro da principal via da região com as ruas Maçon Ribeiro e Doutor Álvaro Camargos (antiga 12 de outubro), justamente no ponto já conhecido de inundações, nas proximidades da estação do metrô.


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O objetivo da estrutura é captar águas dos córregos Vilarinho e do Nado. Os mananciais se encontraram justamente neste ponto e causam as tragédias.

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A caixa de captação terá 2,5 mil metros quadros e terá capacidade para armazenar 10 milhões de litros. A ideia é que esse piscinão seja capaz de abrigar o volume de chuva excedente do escoamento superficial, causado pela drenagem insuficiente da Vilarinho.

Segundo a Prefeitura de BH, a obra será supervisionada pela Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap), com previsão de término para o final de 2021. O investimento gira em torno de R$ 10,5 milhões neste empreendimento.

Mesmo durante a pandemia da COVID-19, o Executivo municipal tem mantido as obras para contenção de enchentes em Venda Nova. O efetivo de operários continua o mesmo, ainda que as autoridades de saúde recomendem que a população permaneça em casa.

Quando o projeto da Vilarinho foi apresentado, a obra tinha previsão de início ainda no ano passado, mas a prefeitura adiou a operação das máquinas para o primeiro semestre, após as chuvas. Essa segunda promessa, no entanto, foi cumprida.

Outra obra

A implementação da estrutura hidráulica de contenção na Vilarinho é tratada pela prefeitura como “segunda etapa” das intervenções contra as chuvas em Venda Nova.

Isso porque desde maio de 2019 a prefeitura iniciou as obras no Córrego do Nado, formado pelas sub-bacias do Marimbondo e Lareira. O objetivo é acabar com as enchentes nos bairros São João Batista e Santa Mônica.

No momento, de acordo com a prefeitura, a Sudecap executa redes de drenagem, redes interceptoras de esgoto, obras de urbanização e construção de duas bacias de contenção de águas.

No que a PBH chama de “primeira etapa”, são aplicadosaproximadamente R$ 40 milhões, recursos repassados pelo Programa de Aceleração do Crescimento, com contrapartida do Fundo Municipal de Saneamento.

A previsão de conclusão é para o final de 2021. Contudo, moradores dos dos bairros que recebem as intervenções denunciaram ao Jornal Norte Livre transtornos diferentes causados pelas máquinas a cada dia, como buracos, poeira excessiva e rachaduras.

Confira abaixo a linha do tempo das obras no Córrego do Nado:

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2 COMENTÁRIOS

  1. Realmente essa obra está um transtorno na Rua Maria Antonina Alves que está cheia de buracos, canos da COPASA quebrados, barro amontoado próximo aos meio fios impedindo que carros encostem. Muita poeira o dia inteiro e os caminhões entrando e saindo acelerados a ponto de ocorrer um acidente a qualquer momento.

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