Prefeitura breca flexibilização e comércio fica como está em Belo Horizonte. Foto: Adão Souza/PBH.
Prefeitura breca flexibilização e comércio fica como está em Belo Horizonte. Foto: Adão Souza/PBH.
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Belo Horizonte não passará por uma nova flexibilização do comércio na semana que vem. Em entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira (19), o prefeito Alexandre Kalil (PSD) disse que tudo fica como está, com bares, restaurantes, shoppings, etc. ainda com funcionamento suspenso em BH.

A decisão da prefeitura se baseia em três indicadores: as taxas de ocupação dos leitos de UTI e de enfermaria e o índice de transmissibilidade da COVID-19 na cidade.

A taxa de ocupação da terapia intensiva está na chamada zona vermelha, estabelecida a partir dos 70%. Atualmente, o parâmetro aponta para 74% dos leitos desse tipo em uso.

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A capital tem 280 leitos de terapia intensiva, sendo 207 deles ocupados. “Podemos chegar a 737 leitos. Se for possível, podemos incluir mais 283 leitos, se o governo do estado cumprir com sua promessa de entrega de respiradores”, afirmou o secretário de saúde Jackson Machado Pinto.

Quanto aos leitos de enfermaria, o quadro é classificado como amarelo, o intermediário: 62% de ocupação. São 726 leitos para COVID-19 no total, ou seja, 450 estão ocupados.

“Estamos monitorando todos os dias esses indicadores para que a gente decida o que vamos fazer”, afirmou o secretário municipal de Saúde.

Durante a coletiva, Kalil e Jackson alfinetaram o governo estadual diversas vezes, diante do conflito da prefeitura com Romeu Zema (Novo). Oficialmente, a PBH já fez apelos ao estado para a abertura do hospital de campanha do Expominas, que está pronto mas continua fechado, mesmo diante da falta de vagas de UTI e enfermaria em algumas macrorregiões do estado.

A preocupação da prefeitura é que a crise nas outras regiões traga mais pacientes à rede SUS de Belo Horizonte. O estado, contudo, ressalta que a capital tem mais estrutura justamente para receber pessoas de outros municípios mineiros.

“O número de casos em Belo Horizonte está crescendo quase 50% menos que o número de casos em Minas Gerais. Os dados são melhores do que quase todos os estados brasileiros. Isso porque usamos a ciência, não o que as pessoas acham”, pontuou Jackson Machado Pinto.

Bairros

A prefeitura divulgou nesta semana a lista de casos de COVID-19 por bairro de Belo Horizonte. Venda Nova registra cinco mortes pela doença, sendo que três delas já foram georreferenciadas: moradores do Candelária, Céu Azul e Piratininga perderam a vida para a doença.

No total, Venda Nova registra 84 casos da doença: 40 de síndrome gripal, os menos graves; e 44 de síndrome respiratória aguda grave, os quadros clínicos mais complicados da doença.

Entre os bairros, o que computa mais casos é o Céu Azul: 11, sendo nove de síndrome gripal e um grave, além da morte. No Mantiqueira, são nove diagnósticos: dois leves e sete que evoluíram para síndrome respiratória.

Veja a lista completa abaixo:

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