Trator já começou a operar na Vilarinho, mas obras só devem avançar após o período chuvoso. Foto: divulgação/PBH.
Trator já começou a operar na Vilarinho, mas obras só devem avançar após o período chuvoso. Foto: divulgação/PBH.
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A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) iniciou nesta semana as obras da Avenida Vilarinho, em Venda Nova. O primeiro passo das intervenções se concentra na confluência dos córregos do Nado e Vilarinho, na rotatória onde há o encontro das principal via da Regional com as ruas Doutor Álvaro Camargos e Maçon Ribeiro – ponto onde mais acontecem as enchentes no período chuvoso.



Ali, a prefeitura planeja instalar uma bacia de contenção de 2,8 mil metros quadrados, estrutura que ficou conhecida como piscinão. O objetivo da obra é captar a água das cheias que invade a Vilarinho e causa diversos prejuízos aos moradores de Venda Nova, além das vidas perdidas.

Quando o projeto foi apresentado, a obra tinha previsão de início ainda no ano passado, mas a prefeitura adiou a operação das máquinas para o primeiro semestre. Essa segunda promessa, no entanto, foi cumprida.

Enquanto os operários ainda iniciam os trabalhos, a prefeitura já fez contato com a Cemig e a Gasmig para retirar deste local suas instalações. Por ali passam fiações da companhia energética e tubulações da empresa de gás.

O mesmo acontece com as empresas de telefonia que têm instalações nas proximidades. O trabalho de retirada desses materiais é de responsabilidade das companhias públicas e privadas, segundo a prefeitura.

As obras também vão interferir no trânsito de Venda Nova. Segundo Humberto de Abreu Junior, coordenador de atendimento da prefeitura na Regional Venda Nova, o fechamento vai acontecer somente na pista do Move que passa nos arredores da rotatória. Com isso, os ônibus passarão, somente neste trecho, a ocupar a pista por onde passam carros e motos.


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Em contato com a reportagem, a BHTrans informou que ainda não foi notificada pela Sudecap para desviar o trânsito no local. Assim que a superintendência responsável pela obra informar sobre a necessidade de bloqueio do tráfego, a empresa de trânsito esclareceu que vai estudar maneiras de garantir a segurança dos operários e o fluxo de veículos no local.

Para informar o motorista e os pedestres, faixas serão fixadas e agentes deslocados para Venda Nova. A previsão é que as mudanças no trânsito aconteçam em breve, após o período chuvoso, quando as obras tendem a ter o ritmo aumentado.


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De acordo com a BHTrans, são cerca de 20 mil veículos por dia em toda Avenida Vilarinho, entre ônibus, carros, motos, caminhões, vans etc. De alguma forma, grande parte deles passa nessa rotatória, afinal, ou querem ir para o Centro de BH ou retornar para Venda Nova. 

Abandonando o que deveria ter começado em 2019

Avenida Vilarinho - Local de ocorrência de inundações - Setembro de 2019 - Foto: Will Araújo - Jornal Norte Livre
Avenida Vilarinho – Local de ocorrência de inundações – Setembro de 2019 – Foto: Will Araújo – Jornal Norte Livre

Em agosto de 2019, período citado pelo prefeito para o início das obras, compareceram ao Bairro Lagoa, em Venda Nova, o gestor do executivo municipal Alexandre Kalil (PSD) e o superintendente de Desenvolvimento da Capital Henrique Castilho para inaugurar as melhorias feitas pela PBH no “Campo dos Ciganos”, na área limite com o Bairro Céu Azul.

Na ocasião, Henrique Castilho respondeu a perguntas e disse estar pronto o projeto para contenção de cheias no Córrego Vilarinho e que estavam entrando, à época, em fase de documentação e licenciamento ambiental. Além disso, a licitação para o início das intervenções aconteceria até o final de 2019.

Um mês após o depoimento dado por Henrique Castilho, em setembro de 2019, a PBH concedeu uma coletiva de imprensa para anunciar um novo projeto para o Córrego Vilarinho, descartando o anterior dos túneis, o qual o CBH Rio das Velhas já havia condenado no início do ano.

Agora, entravam em cena os “piscinões”, os quais teriam a licitação feita sob o Regime Diferenciado de Contratação (RDC), em que a empresa responsável pela execução das obras seria escolhida por um grupo técnico de trabalho constituído pela PBH e pelos órgãos estaduais do Ministério Público e Tribunal de Justiça. A motivação dada por Henrique Castilho de não escolher o processo licitatório comum era diminuir etapas que atrasariam o início das intervenções em até 70 dias.

Em janeiro, no entanto, via publicação feita no portal da PBH, a Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura avisou que se trata de um processo de licitação comum, o qual, justamente, foi preterido por demorar mais do que o não convencional.

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