Venda de remédios controlados precisa respeitar normas previstas em portaria do Ministério da Saúde de 1998. Foto: Gabriel Ronan/Jornal Norte Livre.
Venda de remédios controlados precisa respeitar normas previstas em portaria do Ministério da Saúde de 1998. Foto: Gabriel Ronan/Jornal Norte Livre.
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Erros na venda de medicamentos controlados motivaram a interdição da drogaria Bezerra de Menezes, no Bairro São João Batista, em Venda Nova. O estabelecimento, referência na comercialização de remédios abaixo do preço de mercado, está fechado desde o início de março.

De acordo com a prefeitura, a venda dos remédios deve acontecer conforme portaria do Ministério da Saúde de 1998. Segundo o Executivo municipal, a vigilância sanitária detectou uma “inadequação no processo de trabalho em relação ao cumprimento das exigências legais para comercialização” desses produtos.

Portanto, a reabertura da drogaria depende da resolução desses problemas. Mas, não há prazo para que isso aconteça.

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A reportagem procurou a Bezerra de Menezes, e a drogaria confirmou a versão da prefeitura. “Eles (os fiscais) disseram que só pode reabrir se houver alguma mudança que impeça novos erros”, respondeu o estabelecimento.

De acordo com a Bezerra de Menezes, a limitação aconteceu no lançamento das receitas dos remédios controlados pela internet. “Algum deles (dos funcionários) deixou de lançar algumas receitas por dia para acabar mais depressa, o que causou erros nos números”, posicionou-se a drogaria.

A interdição do estabelecimento gerou reação na população. Os clientes criaram um abaixo-assinado para pressionar pela reabertura da drogaria. Até às 14h desta terça (6/4), quase 26 mil pessoas já assinaram a petição on-line.

“Pessoas carentes dependem desta farmácia: crianças, velhinhos, pessoas de todas as idades com dificuldade para se manterem com seus custos caríssimos de remédios”, destaca o texto da petição.

Dentro da comunidade, os relatos são de lamentação. “Eu precisava comprar uma pomada para passar na perna. Fiz o orçamento nas farmácias de nome e o preço estava por volta dos R$ 30. Fui na Bezerra de Menezes e comprei por R$ 2. Além disso, é um estabelecimento que ajuda demais as pessoas mais pobres”, afirmou Carlos, proprietário de uma distribuidora de bebidas no Bairro Santa Mônica, ao Norte Livre na primeira matéria sobre a interdição.

Dois sócios irmãos fundaram a Bezerra de Menezes em 8 de maio de 2008. Desde então, a sociedade limitada se tornou referência pelos preços baixos e hoje atrai clientes até mesmo de outras cidades da Grande BH.

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