Secretário municipal de Saúde, Jackson Machado Pinto, garantiu que medidas podem ser revogadas caso indicadores indiquem essa necessidade. Foto: Amira Hissa/PBH.
Secretário municipal de Saúde, Jackson Machado Pinto, garantiu que medidas podem ser revogadas caso indicadores indiquem essa necessidade. Foto: Amira Hissa/PBH.
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A partir desta segunda-feira (25), um novo decreto acerca da pandemia da COVID-19 vai entrar em vigor em Belo Horizonte. Em entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira (22), o secretário municipal de Saúde, Jackson Machado Pinto, informou que alguns estabelecimentos comerciais, como salões de beleza, o comércio varejista, perfumarias, entre outros, já poderão funcionar. Contudo, com restrições de horários e de circulação de pessoas.

De acordo com Machado Pinto, salões de beleza, exceto clínicas de estética, poderão funcionar das 7h às 21h, e com horário marcado para evitar filas. Além disso, deverá ter um distanciamento de tempo de ao menos 30 minutos entre um atendimento e outro para devida higienização do local de trabalho.


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Outro ramo que estava suspenso e voltará a operar a partir de segunda é o de shoppings populares, das 11h às 19h. As regras serão semelhantes às do Mercado Central de BH, com entrada regulada, distanciamento social, controle de clientes e uso de álcool em gel e de máscaras.

O comércio varejista também será retomado. Está incluída nessa classificação lojas de cama, mesa e banho; móveis; artigos domésticos; e tecidos. O funcionamento será das 11h às 19h.

O mesmo horário de funcionamento valerá para papelarias, livrarias, lojas de brinquedos, perfumarias e cosméticos.

Estabelecimentos que vendem peças e acessórios para veículos também poderão voltar ao funcionamento. Neste caso, o horário será das 8h às 17h.

“Tivemos o cuidado de ver com as entidades e também com a BHTrans os horários de maior conveniência e os horários que haveria uma limitação de acúmulo de pessoas para ir trabalhar. É uma divisão de horários que permite que o número de pessoas circulando seja diluído”, explicou o secretário.

Em diversas oportunidades, Jackson Machado Pinto disse que estava “com medo” do que acontecerá na cidade a partir da flexibilização. Apesar da baixa testagem de pessoas, Belo Horizonte tem uma das menores taxas de letalidade (porcentagem de pessoas infectadas que morreram) entre as capitais brasileiras: 2,81%.

No boletim desta sexta, a capital computa 1.312 casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus e 39 mortes.

E os outros comércios?

A flexibilização do comércio de Belo Horizonte será feita em quatro fases. Essa primeira terá duração de duas semanas. Portanto, o próximo afrouxamento pode começar somente em 8 de junho.

As demais flexibilizações, isto é, a partir da segunda fase, devem acontecer em um intervalo de tempo de apenas uma semana. Jackson Machado Pinto, no entanto, não detalhou quais ramos estão incluídos nas próximas etapas.

A progressão ou não para as próximas fases está condicionada aos índices de transmissão do vírus na capital e à ocupação de leitos de UTI e enfermaria para COVID-19.

Dados da Prefeitura de Belo Horizonte, atualizados nesta sexta-feira, portanto referentes ao quadro de quinta, apontam que a taxa de ocupação de leitos de UTI voltados à COVID-19 é de 40%, enquanto de leitos de enfermaria era de 34%.


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Já o índice de transmissibilidade (quantidade de pessoas que se infectam pelo novo coronavírus a partir de uma doente) está em 1,09.

“Qualquer variação, por menor que ela seja, na velocidade de transmissão do vírus na cidade, nos leva a fechar tudo, se for o caso. Então, é muito importante que continuemos nossas medidas de uso de máscara”, pontuou o secretário.

Na prática, os índices de ocupação de leitos e transmissibilidade são divididos em três cores: verde (quadro favorável), amarelo (alerta) e vermelho (situação desfavorável). 

Quanto à ocupação dos leitos, BH está classificada na cor verde, já que as taxas, tanto para os de enfermaria quanto para os de UTI, são menores que 50%. Entre 50% e 70%, o quadro é de alerta. Acima de 70%, já se torna vermelho. 

Já o índice de transmissibilidade é considerado verde entre 0 e 1; amarelo entre 1,0 e 1,2; e vermelho acima de 1,2. O último divulgado coloca a cidade em estado de alerta (amarelo).  

UPA Venda Nova

Ainda na entrevista coletiva desta sexta-feira, o secretário municipal de Saúde anunciou que a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) Venda Nova, localizada na Rua Padre Pedro Pinto, 175, vai passar a receber idosos abrigados em Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) com sintomas de COVID-19.

Jackson Machado Pinto não deu detalhes como isso vai acontecer, mas garantiu que essa parcela da população apoiada pelos abrigos da prefeitura passará a ser tratada no Centro de Doenças Respiratórias/Covid-19. Vale lembrar que essa parcela da população é a mais vulnerável à doença.

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