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Organização civil de Venda Nova vence concorrência internacional para contar história de ribeirinhos

Grupo idealizado em 2018 foi um dos escolhidos, entre 235 participantes de todo mundo, para tocar projeto sobre relatos de moradores que vivem às margens de córregos pertencentes à Bacia do Rio das Velhas, em Minas Gerais

Crédito: Divulgação
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“Narrar é Resistir”. Esse é o bastião erguido pela Orla, em Venda Nova, e vencedor em uma iniciativa internacional.

Com o intuito de eternizar e valorizar a relação da comunidade ribeirinha com as águas das sub-bacias do Rio das Velhas, eles criaram o podcast “Memórias Ribeirinhas”, no qual contam, por meio de relatos, histórias de moradores locais. O ponto de embarque do projeto é o Córrego do Capão, um dos cursos d’água pertencentes ao “Alto Velhas” e dentro da própria regional Venda Nova.

Idealizada em 2018, a Orla surgiu para articular, entre os movimentos da zona norte de Belo Horizonte (Núcleo Capão, Associação Habitacional do Bairro do Lagoa e Espaço Cultural Orla), os debates sobre arte, meio ambiente, cultura e pertencimento da comunidade. 

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Há alguns anos, a Orla se reunia na Praça da Paz Celestial, ao lado do campo do Bairro Lagoa, e usavam apenas o Instagram (veja aqui) para exporem suas opiniões. Contudo, a estudante de Arquitetura, na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Clarice F. Fialho, de 22 anos, propôs ao grupo a expansão da iniciativa por meio de mídias diferentes, que pudessem conscientizar as diversas camadas sociais. Assim apareceu a ideia do podcast.

O grupo se inscreveu em um edital de chamada aberta e concorrência internacional promovido pela organização da sociedade civil Silo – Arte e Latitude Rural. A iniciativa buscava projetos com soluções para os impactos causados pela pandemia e teve 235 participantes em todo o mundo. Destes proponentes, apenas 16 receberam ajuda para tocarem os planos. A Orla foi uma das equipes vencedoras, com o propósito “Narrar é resistir”, o qual se transformou depois no podcast, lançado em 19 de junho, “Narrar é resistir: memórias ribeirinhas”.


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O grupo ganhou da Silo, por meio da equipe técnica do Laboratório de Emergência Covid–19 Reconfigurando o Futuro, a criação de um site e a ajuda para produzir o podcast, que conta a história de moradores ribeirinhos presentes no Bairro Lagoa, às margens do Córrego Capão. Para ouvir a coletânea de narrativas e acessar o site, clique aqui.

“O foco são os ‘ribeirinhos’ de toda Bacia do Rio das Velhas. Começamos aqui, no Córrego do Capão, na sub-bacia do Ribeirão do Onça, mas depois trabalharemos a Bacia do Arrudas e iremos para as outras cidades, desde Ouro Preto até a Barra do Guaicuí – em Várzea das Palma”, afirma Clarice, a proponente do projeto.

Clarice F. Fialho – Foto: Matheus Cherem

Silo

Em busca de “difundir projetos culturais em zonas rurais, com a ideia de proporcionar o intercâmbio entre diferentes áreas”, a Silo criou o “Laboratório de Emergência Covid-19 – Reconfigurando o Futuro”, o qual, junto com a Amerek, Datalabe, Frena La Curva, Gambiologia, Gênero e Número, Horta Inteligente, Lab Inventa, Instituto Procomum, Medialab UFRJ, Museu da Mantiqueira, Olabi, Pretalab, Segura a OndaTramadora, focam em ações que empreendem soluções frente a pandemia para periferias e áreas rurais.

A Silo tem o intuito de incentivar, “sobretudo arte, ciências e tecnologias – estimulando o cruzamento entre técnicas intuitivas e saberes científico”, de acordo com a EBC Brasil.

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