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Oito em cada 10 escolas não têm estrutura para garantir protocolo da PBH

Pesquisa da vereadora Macaé Evaristo (PT) ouviu 112 diretores e diretoras de escolas municipais da capital mineira, 18 delas de Venda Nova

Fachada da EMEI Venda Nova, no bairro de mesmo nome. Escolas de BH não conseguem garantir protocolo da prefeitura. Foto: Gabriel Ronan/Jornal Norte Livre.
Fachada da EMEI Venda Nova, no bairro de mesmo nome. Escolas de BH não conseguem garantir protocolo da prefeitura. Foto: Gabriel Ronan/Jornal Norte Livre.
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As escolas públicas municipais de BH têm condições de retomar as aulas presenciais? Para os diretores e diretoras dessas instituições, a resposta é não. Oito em cada 10 ouvidos por uma pesquisa inédita afirmam que as escolas onde trabalham precisam de passar por alguma revitalização para garantir o cumprimento do protocolo sanitário da PBH para retorno das aulas presenciais.

A pesquisa foi publicada nesta quinta (10/6), por meio da vereadora Macaé Evaristo (PT). O estudo teve sua divulgação um dia depois do prefeito Alexandre Kalil (PSD) anunciar a retomada das atividades presenciais no Ensino Fundamental. Isso acontece a partir de 21 de junho.

Foto: reprodução/Zoom.

O trabalho reúne respostas de 112 das 530 escolas públicas municipais de BH. O nível de confiança é de 95% e a margem de erro de 8,25%.

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A equipe da vereadora compilou 42 questionamentos e os enviou por e-mail às escolas. Dos 112 diretores e diretoras que responderam às perguntas, 18 são de Venda Nova – a Regional com mais respostas.

Outros dados chamam a atenção no relatório: mais da metade (53%) das escolas só tem estoque de equipamento de proteção individual (máscaras, por exemplo) para um bimestre de aulas presenciais.

Foto: reprodução/Zoom.

Além disso, 51% das escolas não ambiente para isolamento de casos suspeitos de COVID-19. Na mesma toada, 40% das instituições não têm estrutura externa para aulas ao ar livre.

Outra estatística que salta os olhos diz respeito à falta de tecnologia: 73% dos diretores entendem não ter recursos para manter o vínculo à distância com as famílias.

Foto: reprodução/Zoom.

Quanto à capacitação dos profissionais de educação para o estudo à distância, 84% dos ouvidos apresentam índices insatisfatórios. Ainda sobre esse quesito, 38% das escolas não promoveram nenhum tipo de capacitação para isso.

A falta de profissionais também é um ponto de escassez. Portanto, oito em cada 10 diretores afirmam que há necessidade de contratação, mas 77% entendem que não há indicativo de que isso vai acontecer.

Foto: reprodução/Zoom.

Como resolver?

Para o relatório da vereadora Macaé Evaristo, a “fica evidente que a Rede Municipal de Ensino não atende aos
critérios básicos de forma a garantir o cumprimento das medidas de segurança previstas no protocolo sanitário”.

O relatório também ressalta que BH tem 400 casos/dia de COVID-19 por 100 mil habitantes em média. Porém, o ideal era que o retorno acontecesse com 20 diagnósticos/dia por 100 mil pessoas.

Foto: reprodução/Zoom.

Portanto, a pesquisa aponta a necessidade de se criar um comitê para diálogo entre os gestores, famílias, estudantes e trabalhadores da educação municipal de BH.

Outra sugestão é a criação de comitês regionais e subcomitês “para realizar o levantamento de necessidades, a partir do protocolo” da prefeitura. Esses órgãos também seriam responsáveis por fornecer, diariamente, um relatório sobre o monitoramento da COVID-19 nas escolas.

A vereadora também destaca a importância de se criar um passe livre do estudante para acesso à internet. O mesmo vale para estabelecimento de um canal de TV aberta e de rádios comunitárias para reprodução das aulas.

Volta às aulas

Em entrevista coletiva nessa quarta-feira (9/6), na sede da prefeitura, Alexandre Kalil anunciou o retorno das aulas para 21 de junho no Ensino Fundamental. Ele afirmou que os números garantem que essa é a hora de liberar o funcionamento das instituições.

“Aconteceu exatamente agora no comitê, nem conversamos com a Secretaria de Educação. A ideia é liberar até 12 anos em esquema de microbolhas, com permanência de 3 horas. Só a partir do dia 21. Já é oportunidade de socialização dessas crianças”, disse o secretário municipal de Saúde de BH, Jackson Machado Pinto

Até o momento, BH vacinou 53.032 profissionais da educação com a primeira dose.

Porém, como noticiado pelo Norte Livre no último dia 2, 11 escolas só em Venda Nova apresentam casos positivos de COVID-19, segundo o Sindicato dos Trabalhadores de Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-REDE/BH).

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