Suellen Fraga e Dayana Paula Rodrigues - Oficina Feminina de Rap - Foto - Alice Guimarães

Por William Araújo

Iniciado em 2015, o projeto cultural Oficina Feminina de Rap está na terceira edição e trará ao Centro Cultural de Venda Nova (CCVN) discussões e aulas sobre gênero feminino no Hip Hop, danças urbanas, literatura, poesia e rimas. As oficinas acontecerão neste sábado (28), das 14h às 20h, no auditório do CCVN, situado na Rua José Ferreira dos Santos, 184, Bairro Jardim dos Comerciários.

Segundo Dayana P. R. Cândido, produtora e coordenadora dessa edição, apesar da metodologia ser voltada para mulheres, homens são bem-vindos e podem se empoderar.

Para participar, a(o) interessada(o) deverá confirmar presença por meio do evento criado no Facebook para a data. Não existe restrição de faixa etária e as oficinas são gratuitas. Acesse abaixo a página do evento:

Evento Oficina Feminina de Rap

Foto Divulgação da Fanpage do Evento – Arte Ohana Santana

Ao fim das oficinas, será a vez das artistas MC Tamara Franklin e “DJéia” Pat Manoese subirem ao palco para fecharem o evento com apresentações de rap e discotecagem.

Veja abaixo as oficinas e atrações do evento:

1Oficina de literatura, poesia e rima (Lana Black)

Lana Black – Oficina Feminina de Rap – Foto – Divulgação Fanpage do Evento – Arte Ohana Santana

Incentivo à escrita livre e musicalização em rimas.

“Cantora, compositora, poetiza e empreendedora, atua na música desde dos anos 90, com influências do Soul, Funk, Gospel, Rap, MPB, Jovem Guarda dentre outras. Uma participação assídua não só na música, mas também na militância. Integrou e ministrou vários projetos como educadora social, colaborando para geração de renda e aprendizado, formando multiplicadores do seu trabalho dentro e fora de Minas gerais. Com identidade e personalidade forte, afirma sua capacidade e legitima o valor do crescimento feminino nas áreas onde antes eram dominadas só por homens.”

2Oficina de Identidades Juvenis – Hip Hop e gênero (Jozeli Rosa)

Jozeli Rosa – Idenitdade Juvenis – Hip Hop e Gênero – Foto – Divulgação Fanpage do Evento – Arte Ohana Santana

Debate sobre o papel da mulher no Hip Hop com foco na mulher negra.

#MULHERESDABREJO
“Jozeli Rosa de Souza é Bacharel em Direito e Pós-Graduanda em Direitos Humanos. Integrante da Organização de Mulheres Negras Ativas e do Coletivo Brejo das Sapas, é militante da área da infância e juventude e desenvolve outras ações culturais em Belo Horizonte e em outras redes de âmbito nacional.”

3Danças Urbanas (Scheylla Bacellar)

Scheylla Bacellar – Danças Urbanas – Foto – Divulgação Fanpage do Evento – Arte Ohana Santana

Aulas do estilo de dança Afro House

“Mulher, negra e periférica. Do Aglomerado da Serra, educadora social e dançarina. 
Aos 14 anos começou a liderar o grupo de dança “Fatal Black”, onde produziu um espetáculo no FID (Festival Internacional da Dança) em 2008. As danças de ruas – o Hip Hop Dance e Afro House são suas ferramentas de trabalho em projetos e programas como “Meninos no Parque”, “Fica Vivo”, “Escola Integrada”, “Circuito Usiminas”, “Casas de Semiliberdade” e instituições com o “Oficina de Imagem”, dentre outros. Atualmente, desenvolve atividades no “Programa Pró-Jovem” e como agente realiza encontros culturais em BH, onde promove discussões sobre juventude negra, violência e direitos que envolvem o jovem com uma reflexão sobre a realidade do contexto em que vivem.”

4Apresentações Musicais (MC Tamara Franklin)

MC Tamara Franklin – Apresentação – Foto – Divulgação Fanpage do Evento – Arte Ohana Santana

“Natural de Ribeirão das Neves, traz nas suas músicas influências do regionalismo e cantos africanos, construindo uma miscelânea rítmica capaz de unir samba, baião, reggae, blues e todos os tambores das mais diversas africanidades aos discursos fortes do RAP numa proposta de resgate à ancestralidade e inovação. Em 2015, lançou o álbum Anônima, revelando sua identidade delineada por singularidade e flexibilidade, evidenciada também em sua voz que se estende do flow tradicional do RAP ao canto melódico.”

5Apresentações Musicais (“DJéia” Pat Manoese)

Pat Manoese – “DJéia” – Discotecagem – Foto – Divulgação Fanpage do Evento – Arte Ohana Santana

“Da black music aos ritmos latinos, das misturas dos tambores brasileiros e africanos, o set da “DJéia” Pat Manoese reflete sua personalidade musical. Sua pesquisa é baseada na representação e no protagonismo das mulheres na música e sua proposta é disseminar ritmos de diversos lugares do mundo.”

Oficina Feminina de Rap

Cofundado por Dayana P. R. Cândido e Mikaela Gabriele, o projeto teve inauguração no Centro de Referência da Assistência Social (Cras) Casa Amarela, no Bairro São Matheus, em Contagem. Mais tarde, teve ajuda na coordenação com Walkíria Gabriele e a MC Zaika dos Santos.

Desde sempre, o intuito das coordenadoras foi ajudar as mulheres a ocuparem a cena Hip Hop desempenhando papéis de protagonismo, como rappers, mestres de cerimônias (MCs), Disk Jockeys (DJ) e atuações diferentes do que apenas backing vocals e apoio de palco.

Em 2016, o evento cultural experimentou o formato de workshops em Ribeirão das Neves e se estendeu como itinerante pelas Regiões Metropolitanas de Belo Horizonte, locais, segunda Dayana, carentes de projetos desse tipo.

A partir de 2017, a Oficina Feminina de Rap venceu o edital “I Prêmio de Cultura Urbana de Periferia – Canela Fina”, promovido pela Secretária de Estado de Cultura de Minas Gerais com o intuito de “fomentar expressões artísticas da cultura Hip Hop”.


 

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