Nova nota de R$ 200 - Fonte: Banco Central do Brasil

Conforme Banco Central do Brasil, as especulações sobre a nota de R$ 200 terminam nesta quarta-feira (03), a partir das 13h30, quando será feito o lançamento oficial da cédula. Apesar de o animal representado no dinheiro, o lobo-guará, não ser segredo, na data, serão revelados o desenho, a cor e informações de segurança; mesmo momento em que o será posto em circulação em território nacional.

Nova nota de R$ 200 – Fonte: TvBrasil

O último lançamento de cédulas com novo valor aconteceu há cerca de 18 anos, quando foi apresentada aos cidadãos brasileiros a de R$ 20. Agora, a nota de R$ 200 ingressa como sétima componente da segunda família da moeda Real. De acordo com o Banco Central, a Casa da Moeda será responsável por produzir R$ 450 milhões do novo dinheiro até dezembro.

Em agosto, quando a nova cédula foi anunciada pelo Banco Central, causou repercussões em todo país. Pessoas especularam qual animal seria representado na nota e evocaram a figura do vira-lata caramelo. A sugestão virou meme e gerou, inclusive, uma petição por meio do Deputado Federal Fred Costa (Patriota-MG), a qual somou mais de 70 mil assinaturas. O Banco Central descartou a ideia e disse que estudaria uma ação em homenagem à espécie de raça não definida.

Veja abaixo as cédulas de maior valor já lançadas em território nacional.

1810 – Bilhete do Banco do Brasil

Conforme a Cartilha do Dinheiro no Brasil, criada pelo Banco do Brasil, a precursora das cédulas brasileiras, o Bilhete do Banco do Brasil, surgiu devido à queda na produção do ouro e constante aumento de gastos com a administração pública.

1810 – Bilhete do Banco do Brasil – Fonte: Banco do Brasil

1823 a 1831 – Cédulas para o Troco do Cobre (Réis)

Diante das falsificações das moedas de cobre, o governos substituiu as peças por cédulas para troco do cobre.

1823-1831 – Cédulas para o troco do cobre – Fonte: Banco do Brasil

1835 – 1896  – Cédulas do Tesouro Nacional (Réis)

Novamente, para acabar com falsificações, o governo substituiu as cédulas para o troco do cobre por cédulas do Tesouro Nacional, fabricadas por Perkins, Bacon & Petch (Inglaterra).

1835 – Cédulas do Tesouro Nacional – Fonte: Banco do Brasil

1896 – 1942 – Novas Cédulas do Tesouro Nacional (Mil-réis)

Devido à grande quantidade de bancos particulares que foram autorizados a emitirem o dinheiro, houve uma grave crise financeira, forçando o Tesouro Nacional a ser novamente o único emissor de cédulas, de modo que tentou uniformizá-las.

1896-1936 – Novas Cédulas do Tesouro Nacional (Réis)

1942 – 1967 – Cruzeiro (Cr$)

Para substituir, novamente, a quantidade de notas com valores diferentes em circulação (sendo 56 tipos de cédulas), o Cruzeiro surgiu a partir de apenas 8 notas de mil-réis. Foi a primeira vez que o Brasil instituiu um novo padrão monetário e um cruzeiro valia mil-réis. Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, e Santos Dumont representavam as notas de maior valor, respectivamente Cr$5.000 e Cr$ 10.000.

1942 – 1967 – Cruzeiro (Cr$) – Fonte: Banco Central do Brasil

1967 – 1970 – Cruzeiro Novo (NCr$)

Com a desvalorização das cédulas, em caráter temporário, o governo criou o Cruzeiro Novo. Para representar a nova unidade, foram usadas as mesmas notas do cruzeiro antigo, porém, agora, carimbadas. Cada Cruzeiro Novo correspondia a mil cruzeiros.

1967 – 1970 – Cruzeiro Novo (NCr$) – Fonte: Banco Central do Brasil

1970 – 1986 – Cruzeiro (Cr$)

Novamente, o Cruzeiro voltou a ser o padrão monetário. Todavia, agora com equivalência para o Cruzeiro Novo. Um Cruzeiro era igual a um Cruzeiro Novo. Novas cédulas foram emitidas e Juscelino Kubitschek era o representante do valor mais alto, Cr$100.000.

1970 – 1986 – Cruzeiro (Cr$) – Fonte: Banco Central do Brasil

1986 – 1989 – Cruzado (Cz$)

Com a inflação, o Banco Central adotou, novamente, a mesma estratégia dos carimbos. Agora, um Cruzado valia mil Cruzeiros. A maioria das notas foram reaproveitadas. Carlos Chagas foi o representante do maior valor: Cz$ 10.000.

1986 – 1989 – Cruzados (Cz$) – Fonte: Banco Central do Brasil

1989 – 1990 – Cruzado Novo (NCz$)

Lançado em janeiro de 1989, cada Cruzado Novo valia mil Cruzados e teve nas últimas cédulas a representação por carimbos. Carlos Chagas representava o valor mais alto carimbado (NCz$ 10.000) e o cientista Augusto Ruschi esteve na nova cédula de maior valor (NCz$ 500).

1989-1990 – Cruzado Novo (NCz$) – Fonte: Banco Central do Brasil
1989-1990 – Cruzado Novo (NCz$) – Fonte: Banco Central do Brasil

1900 – 1993 – Cruzeiro (Cr$)

Novamente, a moeda passou a se chamar Cruzeiro, agora, com valor de unidade equivalente a mil Cruzados Novos. As notas usaram a mesma estratégia dos carimbos. O poeta e escritor polímata Mário Andrade estampou a nota de Cr$ 500.000.

1990 – 1993 – Cruzeiro (Cr$) – Fonte: Banco Central do Brasil
1990 – 1993 – Cruzeiro (Cr$) – Fonte: Banco Central do Brasil

1993 – 1994 – Cruzeiro Real (CR$)

Uma reforma monetária aconteceu em julho de 1993 e foi instituído o Cruzeiro Real. Cada unidade da nova moeda equivalia a mil Cruzeiros. A nota de maior valor trazia a efígie de uma baiana: CR$ 50.000.

1993 – 1994 – Cruzeiro Real (CR$) – Fonte: Banco Central do Brasil

1994 – Real (R$)

O Banco Central instituiu em 1º de julho de 1994 o Real. Cada unidade equivalia a CR$ 2.750,00. À época, não foram carimbadas notas ou reaproveitadas. Todas as cédulas em circulação foram substituídas. Animais começaram a representar as notas e a garoupa foi o peixe estampado na nota mais alta até o dia 02 de setembro de 2020, quando foi lançada a cédula de R$ 200 com o lobo-guará.

1994 – Real (R$) – Fonte: Banco Central do Brasil
Jornalista graduado pelo Centro Universitário de Belo Horizonte — UniBH (2017), jornalista editor no Jornal Norte Livre com passagem pelo Jornal Daqui BH, ambos parceiros hiperlocais do Portal Uai/Diários Associados. Professor e sócio na empresa "Quando - Fábrica de narrativas", conteudista, SEO (Search Engine Optimization), videomaker, fotógrafo e entusiasta como ilustrador, desenvolvedor web e animador 2D."Os livros são o templo do jornalista, mas é nas ruas que ele congrega". Will Araújo

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