Descarte irregular em área preservada em Venda Nova. Aumenta a poluição durante a pandemia. Foto: reprodução/WhatsApp.
Descarte irregular em área preservada em Venda Nova. Aumenta a poluição durante a pandemia. Foto: reprodução/WhatsApp.
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Aumento do descarte irregular de lixo, o chamado bota-fora, e ampliação de cercas em direção a uma área de preservação ambiental. Ambientalistas do Núcleo Capão, um dos braços do Projeto Manuelzão, denunciam o aumento das irregularidades nos arredores do Conjunto Habitacional do Lagoa, em Venda Nova, durante o período da pandemia do novo coronavírus.

A área tem 16 mil metros quadrados de área verde com ao menos oito nascentes, ligadas ao Córrego Capão, um dos principais de Venda Nova.

“É uma área que está toda aberta, porque o parque ainda não foi implementado. Em fevereiro, fizemos um mutirão de plantio de 45 mudas de árvores. A gente estava tentando manter uma equipe para vistoriar a área, mas não conseguimos continuar por causa da pandemia”, explica a coordenadora do Núcleo Capão, Roseli Correia.

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Bastou os ambientalistas se afastarem para os vizinhos da área aproveitarem para descartar lixo nas proximidades das nascentes.

“Muito lixo. Um bota-fora imenso. Moradores próximos também aumentaram a cerca para dentro da área do parque. Fizemos denúncias, mas a prefeitura disse que precisávamos procurar a SLU (Superintendência de Limpeza Urbana). Então, acionei o Clarício (Tolentino de Aguiar, coordenador da SLU em Venda Nova), mas ele não me respondeu”, denuncia Roseli.



Segundo Roseli, o Núcleo do Capão acionou o vereador Gilson Reis (PCdoB), que realizou uma audiência pública sobre o Conjunto Habitacional do Lagoa, para que providências fossem tomadas. A assessoria do político se comprometeu a protocolar um requerimento para solicitar o cercamento do parque.

Outro lado

Procurada, a SLU informou que a região “é atendida regularmente por todos os serviços de limpeza urbana, incluindo a remoção de deposições clandestinas de resíduos”. Também esclareceu que há dois Pontos Limpos nas proximidades do Conjunto Habitacional do Lagoa.



Ainda segundo a SLU, uma equipe da prefeitura esteve nesta sexta-feira (29) em um desses Pontos Limpos para dar manutenção à iniciativa.

Também informou que “fará uma vistoria no ponto afetado para avaliar se a situação do terreno permite a utilização de uma pá-carregadeira para a retirada do lixo”. Caso isso seja possível, o procedimento deve acontecer no fim de junho.

A prefeitura também ressaltou que o bota-fora é proibido e pode gerar multa de quase R$ 6 mil. A denúncia pode ser feita pelo telefone 156, pelo SAC da prefeitura ou pelo PBH APP.

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