Foto: acervo pessoal de Simone
Foto: acervo pessoal de Simone
Publicidade

Primeiros dias úteis do ano e os golpistas trabalham rápido para conseguir lucros ilícitos. No caso a seguir, a velocidade foi fator preponderante para o golpe aplicado em Simone (nome completo preservado por precaução jurídica), 36 anos, graduanda em Ciências Biológicas.

A moradora de Venda Nova, BH, anunciou na segunda-feira (06), por volta das 18h, na plataforma de vendas OLX, sua motocicleta Yamaha modelo Factor YBR125/2011. O valor pretendido pela anunciante era R$4.500,00.

Minutos depois, ela recebeu o contato via WhatsApp de uma pessoa que se intitulava como “João Fábio”. Ele perguntou se a motocicleta ainda estava disponível, se era registrada no nome da anunciante e se tinha alguma restrição. A vítima respondeu dizendo que o veículo atendia às expectativas.

CONTINUA APÓS ESTA PUBLICIDADE


João então iniciou o golpe. Ele questionou se poderia ver o veículo no dia seguinte e informou que a motocicleta serviria como parcela na “negociação” de uma casa. Por isso, quem avaliaria as condições do motociclo seria o proprietário ou responsável pelo imóvel (que terá o nome preservado por precaução jurídica).

Na manhã da terça-feira (07), o proprietário do suposto imóvel da negociação apareceu na casa de Simone para ver a motocicleta. De longe, em paradeiro desconhecido e por WhatsApp, João coordenou o encontro.

João questionou a Simone se o proprietário do imóvel havia gostado das condições do veículo e pediu que ela fosse ao cartório com o avaliador para fazer a transferência. Todavia, solicitou que ela não desse nenhum detalhe sobre a “negociação” entre os dois e, antes, acompanhasse a pessoa até a agência mais próxima do Banco do Brasil.

Além disso, o estelionatário pediu a Simone que o informasse por WhatsApp quando o proprietário do imóvel tivesse chegado ao Banco do Brasil. Quando ela disse que sim, que eles tinham chegado ao destino, João enviou o comprovante de transferência dos R$ 4.500,00 para a conta da vendedora da motocicleta.

Após terem saído do Banco do Brasil, Simone e o proprietário do suposto imóvel foram até o cartório para concluírem a transferência da motocicleta. Ela fez contato com João e disse que o dinheiro ainda não tinha sido registrado pelo banco dela. O estelionatário, por sua vez, se mostrou surpreso e falou que era para ela aguardar um pouco mais, pois o montante já tinha saído da conta.

Simone fez a transferência da motocicleta e comunicou devidamente a venda. Porém, o dinheiro não chegou à conta dela. Por isso, no mesmo dia, foi até a agência do banco para entender o atraso e percebeu o golpe.

O estelionatário usou o curto período de tempo para a tomada de decisão das vítimas, o monitoramento à distância via Whatsapp, a demora da Transferência Eletrônica Disponível (Ted) e o pedido de sigilo entre as partes para aplicar, entre 7h50 e 11h25, o golpe que começou via o anúncio feito na OLX. Quando recebeu o dinheiro em conta, “João Fábio” bloqueou todas as formas de contato com Simone.



Após constatar a fraude, imediatamente, Simone fez contato com o proprietário do suposto imóvel citado pelo estelionatário. Ela descobriu que ele também era vítima de um golpe, pois, quando foi ao Banco do Brasil, transferiu R$ 3.500,00 para uma conta dada por “João Fábio” sob a alegação de estar comprando a motocicleta.

Mais tarde, após Simone registrar o boletim de ocorrência, os policiais identificaram que a conta para a qual foi feita a transferência de R$ 3.500,00 estava sob o nome de Leide Laura de Souza Alves, com agência situada no Maranhão.

Nossa equipe de reportagem tentou fazer contato com “João Fábio”, mas o número retornava apenas como caixa postal ou desligado. Simone procurou o Jornal Norte Livre e relatou toda a história contada acima para alertar outras pessoas sobre o cuidado com futuros golpes.

Publicidade
Jornalista graduado pelo Centro Universitário de Belo Horizonte — UniBH (2017), jornalista editor no Jornal Norte Livre com passagem pelo Jornal Daqui BH, ambos parceiros hiperlocais do Portal Uai/Diários Associados. Professor e sócio na empresa "Quando - Fábrica de narrativas", conteudista, SEO (Search Engine Optimization), videomaker, fotógrafo e entusiasta como ilustrador, desenvolvedor web e animador 2D."Os livros são o templo do jornalista, mas é nas ruas que ele congrega". Will Araújo

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui