Marcinho Bozó segura as esteiras do projeto - Fonte: Acervo pessoal
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Em meio à pandemia do novo coronavírus (Covid-19), outras dores não foram esquecidas. Na Regional Venda Nova, comovido pelas circunstâncias sofridas por moradores em situação de rua, Márcio A. dos Santos, de 60 anos, deu novo sentido às caixas vazias de leite longa vida descartadas como lixo. Ele criou uma esteira de dormir para que o frio, típico dos meses de junho e julho, não oprima tanto a população sem moradia.

A ideia surgiu quando Márcio (apelidado de Marcinho Bozó pelos amigos do Bairro Mantiqueira) viu uma sacola impermeável feita com caixas vazias de leite longa vida. O morador de Venda Nova, o qual é aposentado pelos correios e telégrafos, decidiu usar o mesmo material para produzir uma esteira que sirva de superfície impermeável e ainda mantenha o calor.

“Por que não fazer uma bolsa maior para as pessoas dormir, pois ela é impermeável”, pensou Márcio.

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Marcinho reuniu uma boa quantidade de caixas vazias de leite com os vizinhos, pediu a um amigo, Jorge, para fazer a costura da esteira e deu acabamento nas laterais com fita. Entretanto, a máquina usada não conseguiu continuar o processo, pois as agulhas quebravam. Eles fizeram apenas uma esteira com linhas de anzol.

Desse modo, Marcinho fez alguns testes para unir as caixas com cola de sapateiro, mas o material ainda não saiu como o planejado. Ele descobriu que o ideal seria fazer a junção das caixas com a cola e a costura com linha de anzol. Além disso, o acabamento seria crucial para aumentar a durabilidade da esteira. Para isso, usou fita nas laterais.

Ao todo, para fabricar duas esteiras, Marcinho gastou, aproximadamente, R$ 69 e demorou cerca de 1h. Como a pretensão é ajudar o máximo de moradores em situação de rua, ele pede ajuda da comunidade de Venda Nova para conseguir produzir, neste início de campanha, ao menos 50.

De acordo com Marcinho, não há nenhuma intenção financeira na iniciativa. A motivação é apenas levar alento às pessoas que enfrentarão o frio nas ruas de Belo Horizonte. Ele ainda sugeriu que, se a ideia “pegasse”, outras comunidades, como igrejas, ONGs, instituições de caridade e afins, poderiam criar o mesmo produto nas demais Regionais da cidade.

Para fazer uma esteira, são usadas 35 caixas vazias de leite. O produto final tem um metro de largura por dois metros de comprimento. Um rolo de 100 metros de linha de nylon (linha de anzol) e um galão de cinco litros de cola de sapateiro podem fabricar cerca de 10 esteiras, e no acabamento são aplicados seis metros de fita. As peças também podem ser facilmente carregadas.

Além disso, Marcinho pede emprestado uma máquina de costura que consiga fazer a união do material, pois a do amigo Jorge é comum. De acordo com o idealizador da esteira, uma máquina de costura semi-industrial é capaz do serviço sem prejuízos.

Caso a campanha dê certo, Marcinho pretende, em uma nova etapa, produzir tendas para os moradores em situação de rua com os mesmos materiais.

Para doar(a), o interessado pode verificar a melhor maneira diretamente pelo WhatsApp de Márcio: (31) 98909-6742. Além disso, existe a possibilidade dos materiais serem entregues no endereço Rua Heracles, 53, Bairro Cenáculo, Venda Nova.

Marcinho também busca voluntários para a fabricação das esteiras.


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Serviço

Telefone WhatsApp para doação: (31) 98909-6742.
Endereço para doação: Rua Heracles, 53, Bairro Cenáculo, Venda Nova/BH.
Materiais buscados: 
– 300 metros de fita para acabamento
– Cinco galões de cinco litros de cola de sapateiro
– Cinco rolos de linha de nylon com 100 metros cada
– 1.750 caixas vazias de leite longa vida
– Uma máquina de costura semi-industrial emprestada.

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Jornalista graduado pelo Centro Universitário de Belo Horizonte — UniBH (2017), jornalista editor no Jornal Norte Livre com passagem pelo Jornal Daqui BH, ambos parceiros hiperlocais do Portal Uai/Diários Associados. Professor e sócio na empresa "Quando - Fábrica de narrativas", conteudista, SEO (Search Engine Optimization), videomaker, fotógrafo e entusiasta como ilustrador, desenvolvedor web e animador 2D."Os livros são o templo do jornalista, mas é nas ruas que ele congrega". Will Araújo

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