Reuniões entre o prefeito Alexandre Kalil, membros do Comitê de Enfrentamento à COVID-19 e entidades empresariais têm sido frequentes na pandemia. Foto: Amira Hissa/PBH.

Belo Horizonte passará por uma nova reabertura do comércio a partir desta quinta-feira (6). A novidade foi anunciada pelo prefeito Alexandre Kalil (PSD) na tarde desta terça-feira (4). Com isso, o comércio varejista, atacadista, salões de beleza, shoppings centers, galerias de lojas e atividades drive-in voltará a funcionar.


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A flexibilização, nesse primeiro momento, acontecerá por três dias: de quinta a sábado. No domingo até terça-feira (de 9 a 11/08), o comércio volta a fechar, com funcionamento apenas dos serviços essenciais. Depois, volta a reabrir quarta, quinta e sexta (de 12 a 14/08).

Sobre os horários de funcionamento, a prefeitura informou que lojas de rua e galerias comerciais funcionarão entre 11h e 19h. Já os shoppings entre 12h e 20h, com execeção das praças de alimentação (só retirada ou delivery). Atividades no formato drive-in só vão operar das 14h às 23h, e somente sexta, sábado e domingo.

“Não há nenhum tipo de pressão que nos faça abrir a cidade. Até porque as três pesquisas que recebemos, a população de Belo Horizonte aprovou maciçamente o fechamento da cidade. Essa abertura foi meticulosamente estudada, na ciência, nos números. Por isso nós esperamos que a população de Belo Horizonte entenda que a pandemia não passou e ter a responsabilidade de uso de máscaras e distanciamento”, disse o prefeito Kalil em pronunciamento na sede do Executivo municipal, no Centro de BH.

Sobre o Dia dos Pais, Kalil afirmou que o melhor presente que os filhos podem dar é o distanciamento social. Ele também ressaltou que um novo fechamento do comércio de Belo Horizonte pode acontecer caso os números apresentem crescimento após o afrouxamento das medidas.

“Se Belo Horizonte entrar em festa, os números vão subir. A pandemia não passou. A guerra não acabou”, disse o prefeito. Kalil também ressaltou que esteve em reunião com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra/BH) para atender ao aumento da demanda nos próximos dias.

Bares e restaurantes

Caso os indicadores epidemiológicos e assistenciais permitam, a progressão de fases poderá ocorrer daqui a 15 dias, quando os impactos dessa primeira semana da reabertura do comércio serão perceptíveis. 

Com isso, bares, restaurantes e lanchonetes permanecem fechados. Eles estão incluídos na segunda etapa.

Já as academias, clubes, eventos e clínicas de estética fazem parte da última etapa de flexibilização.

Critérios

A decisão da prefeitura se baseia em três indicadores: as taxas de ocupação dos leitos de UTI e de enfermaria e o índice de transmissibilidade da COVID-19 na cidade.

A taxa de ocupação da terapia intensiva está na chamada zona vermelha, estabelecida a partir dos 70%. Atualmente, o parâmetro aponta para 84% dos leitos desse tipo em uso.

A capital tem 424 leitos de terapia intensiva, sendo 355 deles ocupados. Apesar do estado cítico, o secretário Municipal de Saúde, Jackson Machado Pinto, afirmou que o saldo positivo (mais altas que internações nos últimos dias) faz com que BH saia “inevitavelmente” da zona vermelha.

Já as enfermarias apresentam taxa de ocupação de 67%, a zona intermediária, a amarela. Das 1.115 unidades, 748 estão ocupadas.

Os números são do boletim epidemiológico publicado nessa segunda-feira (3) pela Prefeitura de BH.

Além disso, Jackson Machado Pinto apresentou na coletiva os números ligados à rede privada de saúde. Segundo ele, 73,7% das UTIs desses hospitais estão ocupadas. Já as enfermarias apresentam taxa de uso de 52,4%. Esses dados são de 19 das 22 unidades de saúde do tipo instaladas em BH.

Esses dados da saúde privada passarão a ser considerados a partir de agora para a tomada de decisão da prefeitura. O argumento é de que 48,2% da população da capital mineira tem acesso a planos de saúde, conforme a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

BH computa até o último boletim 21.072 casos confirmados de COVID-19: 17.549 pessoas recuperadas, 2.971 ainda em acompanhamento e 552 mortes.

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