Prefeito endureceu normas para frear a proliferação do novo coronavírus em BH. Foto: Amira Hissa/PBH.

Em coletiva organizada nesta sexta-feira (18), às 10h, pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) e pelo Comitê de Enfrentamento ao Covid-19, o prefeito Alexandre Kalil (PSD) disse que foi pressionado pela população de BH a se pronunciar para diminuir as dúvidas sobre as condições da capital em relação a Minas Gerais.

Segundo o prefeito, Belo Horizonte está com números diferentes de Minas Gerais. Ele informou: “Não fecharemos a cidade. Estamos ampliando o comércio de rua de 9h para 20h, simplesmente, para evitar aglomerações”. A ampliação começa neste sábado (19) e não tem data prevista para acabar. Os shoppings também receberam autorização para atender de 10h às 21h.

“Essa abertura de horário é para evitar aglomerações. E que isso fique claro … não é para passear na rua não”, disse Alexandre Kalil (PSD).

O prefeito ainda mandou um recado à população que tem plano de saúde e pretende fazer festas de fim de ano: “antes de fazer aglomerações, verifiquem se o hospital particular poderá receber vocês, porque estão estrangulados. Cartão de plano de saúde não é vacina”, afirmou Alexandre Kalil (PSD).

Para justificar o aviso, o prefeito informou que dobraram o número de crianças internadas no Brasil por causa do novo coronavírus (Covid-19). “Tivemos o óbito de um garoto de 27 sem comorbidades na Santa Casa de Misericórdia. Meu filho está doente e isolado, mas não é porque ele foi para a balada, mas pq ele é médico”, disse Kalil (PSD).

O secretário municipal de saúde, Jackson Machado Pinto, disse que a partir de agora os boletins epidemiológicos não irão contemplar números futuros de ocupação de leitos, mas os que existem em tempo real, por isso, pode ser que os valores aumentem. Além disso, informou que as cirurgias eletivas estão suspensas para que não impactem a rede pública.

Conforme Alexandre Kalil (PSD), a PBH está fazendo todo esforço possível para que a cidade não feche, mas as proibições de bebidas e outras restrições são culpa dos bares e restaurantes e não da prefeitura. “Vamos colocar os pingos no is, a responsabilidade das restrições é dos próprios bares e restaurantes. No último domingo (13), nós fechamos 10 estabelecimentos que estava irregulares”, disse o prefeito.

De acordo com a Secretaria Municipal de Política Urbana (SMPU), Venda Nova registrou, desde março, 10 interdições de estabelecimentos comerciais por descumprimento dos decretos que tratam da Covid-19. Desde o dia 24 de novembro, quando entraram em vigor medidas mais severas da PBH, a Regional teve um comércio fechado.

Bebidas não podem, mas e os ônibus?

Questionado sobre as aglomerações no transporte coletivo, Kalil (PSD) respondeu que não são os ônibus que estão causando a transmissão do vírus. “Vamos aumentar a quantidade de unidades de ônibus para diminuir a quantidade de aglomerações. Mas quem está transmitindo o coronavírus são as cabines duplas, quem tem plano de saúde. E quem tem plano de saúde não pega ônibus”, disse o prefeito.

“Hoje tem diplomação de prefeito no Palácio das Artes e eu não vou. Tem a posse em janeiro e eu não vou. Eu quero completar o meu mandato. Nos precisamos ter responsabilidade. O poder público já impetrou quase R$ 400 milhões de ajuda ao povo de BH”, afirmou Alexandre Kalil (PSD).

Perguntado por um jornalista da Rede Globo acerca das multas de aglomeração em ônibus que não foram pagas por nenhuma empresa até o prezado momento, Kalil (PSD) respondeu que isso não é problema da PBH. “Nosso trabalho é multa, agora cobrar é com o judiciário”, disse o chefe do executivo municipal.

E as vacinas?

Kalil (PSD) informou que a PBH tem um planejamento de vacinação pronto, adquiriu todos os insumos necessários e está aguardando a vacina chegar. Além disso, caso faltem, já há um acordo com São Paulo para aquisição de mais unidades.

“O plano de vacinação esta pronto e os insumos estão no armário. Já temos um plano e reservamos um dinheiro pra que se faltar vacinas, vamos atrás da de São Paulo”, disse o prefeito.

E as escolas?

O prefeito informou que saiu um estudo recente sobre as escolas não serem o principal local de transmissão do vírus, por isso, comprometeu-se a começar reuniões nesta segunda-feira (21) para tratar sobre o assunto e formalizar um calendário escolar para o ano de 2021.

Sobre a crítica feita pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido)

Questionado sobre a crítica feita pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na última live, em que disse que o problema da cidade de Belo Horizonte estar fechada é do belo-horizontino. Kalil (PSD) respondeu que o problema do município sempre foi da prefeitura desde março.

Segundo Alexandre Kalil (PSD), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) enviou para Belo Horizonte, no momento crítico da pandemia, apenas R$ 7 milhões, enquanto a própria prefeitura gastou cerca de R$ 200 milhões. Por isso, o problema sempre foi da própria cidade, mas não é de agora.

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