Imagem meramente ilustrativa. Foto: Governo do Estado de São Paulo
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O prefeito Alexandre Kalil (PSD) informou nesta segunda-feira (28) que as escolas ainda não voltarão à ativa em Belo Horizonte. De acordo com ele, a justificativa gira em torno de estudos epidemiológicos, que trazem as instituições de educação como “antro de contágio”.

“Vim aqui matar um assunto. Um assunto que não pode ser politizado. A escola está provada aqui e no mundo que é um antro de contágio. A escola é compulsiva, o bar não é compulsivo. Você vai ao bar se você quiser, mas escola e hospital você tem que ir se precisar”, disse o prefeito em entrevista coletiva.

Ainda na ocasião, Kalil leu manchetes que circularam na imprensa nas últimas semanas sobre os efeitos das reaberturas de escolas ao redor do mundo. O prefeito trouxe exemplos da Coreia do Sul, da França e da Alemanha.

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Esses países voltarão atrás após a volta das escolas. Justamente pela aceleração da transmissão da COVID-19.

Perguntado sobre quando vai acontecer o retorno das aulas, o prefeito não deu datas. Também não quis detalhar a partir de quais parâmetros essa flexibilização vai acontecer.

O secretário municipal de Saúde, contudo, citou alguns números. Segundo ele, estudos internacionais pontuam que o Ensino Fundamental só pode retornar quando a cidade tiver cinco casos por 100 mil habitantes. No caso do Ensino Médio, a média sobe para 50 por 100 mil. BH, contudo, está longe dessa mediana.

Os representantes da prefeitura também pontuaram que já há um protocolo para volta das aulas. Porém, não detalharam esse planejamento. Segundo Kalil, são investidos R$ 14 milhões nesse preparo.

Na semana passada, a prefeitura recolheu os alvarás de funcionamento das instituições de ensino espalhadas por Belo Horizonte para que as aulas não voltassem. A medida foi adotada após o Colégio Militar de BH anunciar o retorno das aulas, depois impedido por meio de decisões da Justiça.

Números

De acordo com o último boletim epidemiológico e assistencial da prefeitura, publicado nessa sexta-feira (25), BH computa 41.334 casos confirmados da COVID-19: 1.220 mortes, 2.678 em acompanhamento e 37.436 recuperados.


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Segundo o levantamento, Venda Nova registra 145 óbitos pela doença. São 394 casos graves da doença só na região. A Regional Oeste é aquela com mais mortes: 155. Por outro lado, a Pampulha tem 111, o menor consolidado.

Quanto à taxa de ocupação dos leitos de UTI, a cidade registra 42,4%. Já nas enfermarias o indicador está em 35,7%. Portanto, os dois indicadores permanecem na fase de controle, abaixo dos 50%.

Já o fator RT, que mede o número médio de transmissão por infectado pela doença, está em 0,97. O indicado também está na fase de controle, abaixo de 1.

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