Nely Aquino ao lado do prefeito Alexandre Kalil: os dois já foram aliados políticos. Foto: Karoline Barreto/CMBH - 27/03/2019.
Nely Aquino ao lado do prefeito Alexandre Kalil: os dois já foram aliados políticos. Foto: Karoline Barreto/CMBH - 27/03/2019.
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Alexandre Kalil (PSD) teceu duras críticas à vereadora Nely Aquino (Podemos) em entrevista ao jornal O Tempo na última sexta (13). O prefeito disse que a presidente da Câmara de BH e o vereador Cláudio do Mundo Novo (PSD) “articularam contra Venda Nova”.

Kalil se referiu à não aprovação do empréstimo que garantiria obras contra as enchentes na Região. Vale lembrar que a maioria do eleitorado de Nely e Cláudio veio de Venda Nova nas últimas eleições.

“O deputado e vereador que articularam contra Venda Nova sempre foram (boçais). Quando eu dou belisquinho neles, eles acabam comigo na Câmara”, disse Kalil a O Tempo.

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O prefeito também disse que Nely tem ambição política, por isso rompeu com o Executivo.

“Ela não fala nada. Ela escreve. Eu falei isso pra ela: ‘vamos construir uma ponte (entre a prefeitura e o Legislativo), ela não quer, porque ela tem pretensão política. Ela é muito ambiciosa. O troco vem do povo. O troco vem de Venda Nova”, criticou Kalil.

Vale lembrar que Kalil viveu momentos de convergência com a Câmara em boa parte do seu primeiro mandato, conforme a postagem abaixo no Twitter. Mas, a relação azedou no segundo mandato.

A reportagem procurou a assessoria de imprensa da vereadora Nely Aquino. O posicionamento foi o mesmo dado a O Tempo.

A vereadora negou que tenha rejeitado uma “ponte” entre a Câmara e o prefeito Kalil. Ela não comentou as acusações de traição.

Nely Aquino foi a candidata com mais votos em Venda Nova nas últimas eleições entre os vereadores: 4.004 preferências.

Veto a empréstimo irritou Kalil

A relação ruim com Kalil com os vereadores influentes em Venda Nova vem desde o veto ao projeto do Executivo ao empréstimo de R$ 907 milhões da prefeitura.

O valor, conforme a prefeitura, serviria para investir nos processos de contenção de enchentes nos córregos que compõem a bacia do Ribeirão Isidoro. O Vilarinho e o Nado, presentes em Venda Nova, e o Terra Vermelha e Floresta, na Regional Norte.

O valor destinava-se a completar o conjunto de obras cruciais para resolver por completo os problemas de inundações em Venda Nova. Do total, aproximadamente US$ 83 milhões (perto de R$ 457 milhões) iriam para execução dos seguintes reservatórios:

  1. Reservatório do Capão Padre Pedro Pinto – 89.000m³;
  2. Reservatório Vilarinho 3 (subterrâneo) – 80.000m³;
  3. Ampliação do volume do Reservatório Liége existente de 51.000 m³ para cerca de 66.000m³;
  4. Reservatório do Córrego Candelária, (subterrâneo) – 30.000m³;
  5. Reservatório Nado 2 (subterrâneo) – 65.000m³;
  6. Reservatório Anuar Menhen – 40.000m³.

Entre os bairros diretamente afetados estão o Flamengo, Jardim Europa, Candelária e Santa Branca (que não faz parte de Venda Nova).

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