Aos 20 anos, a autista Deilly Diniz Gonzaga enfrenta quadros de infecção e precisa de ajuda. Foto: arquivo pessoal.
Aos 20 anos, a autista Deilly Diniz Gonzaga enfrenta quadros de infecção e precisa de ajuda. Foto: arquivo pessoal.
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“Ela é autista e tem dificuldade para comunicar. Só descobrimos que enfrenta uma infecção grave no estômago e na bexiga há três anos, quando ela começou a se ferir de tanta dor”. Esse é o drama vivido pelo vigilante Rodrigo Gonzaga Osório com a filha, Deilly Diniz Gonzaga, moradora do Bairro Jardim Leblon, em Venda Nova.

Aos 20 anos, Deilly passou por sete internações só em 2021. “Ela passou mais tempo no hospital do que em casa neste ano”, lamenta Rodrigo.

A infecção no estômago da jovem a força a adotar uma dieta especial, sem lactose, glúten ou soja. Além disso, a família precisa comprar medicamentos para combater os quadros de infecção, assim como enzimas e suplementos alimentares.

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O custo mensal fica em torno dos R$ 1,5 mil, segundo Rodrigo. Para dar conta da despesa, a família da autista abriu uma vaquinha on-line para arrecadar dinheiro (clique aqui para acessar e ajudar Deilly).

Até esta quarta (22/9), a família arrecadou R$ 3.253,44 desde janeiro. Mas, todo esse dinheiro já foi gasto com as despesas da jovem.

O pai de Deilly faz “bicos” como vigilante em Santa Luzia, na Grande BH, onde mora. A aposentadoria da mãe de Deilly, que mora com a autista em Venda Nova, também ajuda.

“Trabalhei até o início do ano como motorista de aplicativo. Mas, a conta não fechava com carro alugado. Comecei a fazer dívidas. Graças a Deus, tenho amigos que me indicaram para o trabalho de vigilante”, conta Rodrigo Gonzaga Osório.

Drama para diagnóstico

Última receita médica detalha o quadro clínico de Deilly. A imagem foi editada para resguardar a jovem. Foto: arquivo pessoal.

Para descobrir a doença da filha, a família enfrentou muitas dificuldades. Por conta do autismo, Deilly tem dificuldade de comunicação. Ela apenas repete o que outras pessoas falam.

“Minha filha passa o dia inteiro desenhando. O autista vive no mundo dele. As pessoas acham que é um problema psiquiátrico, mas não é verdade. A gente teve muita dificuldade para entender o que acontecia com ela”, explica Rodrigo.

Segundo o vigilante, somente uma médica que mora nos Estados Unidos conseguiu descobrir o que acontecia com a jovem. Ela atende no Brasil uma vez por mês, mas aceitou a consulta com Deilly de maneira gratuita para ajudar a família.

“Foi ela quem nos disse que minha filha tinha esse problema estomacal e na bexiga, com infecções urinárias frequentes. Era um problema que deveria ter passado por tratamento desde que ela era criança, mas por causa da dificuldade de comunicação, a gente não conseguiu decifrar isso”, diz o pai.

Hoje, a jovem passa por acompanhamento frequente de uma equipe de médicos no Bairro Vila da Serra, em Nova Lima. O consultório tem preço alto, mas os profissionais da saúde aceitaram atender a autista de maneira gratuita.

Preconceito

Não é só as doenças no estômago e na bexiga que trazem dificuldades à rotina de Deilly. De acordo com Rodrigo, pai dela, a jovem convive com o preconceito nos hospitais por ser autista.

“O plano de saúde chegou a entrar na Justiça por causa do alto número de consultas. Uma internação custa muito dinheiro, infelizmente. Nos hospitais e nas UPAs, ela convive com preconceito também. As pessoas não tem preparo para atender um autista”, afirma o vigilante.

Serviço

Nome da paciente: Deilly Diniz Gonzaga

Problemas de saúde: infecções frequentes no estômago e na bexiga

Custo mensal da família: em torno dos R$ 1,5 mil

Como ajudar: por meio de doações a partir da vaquinha on-line

Telefone para contato em caso de dúvidas: (31) 99704-1662

  1. O que o autismo faz?

    O autismo é um transtorno do neurodesenvolvimento que causa prejuízos no desenvolvimento neurológico e no padrão de comportamento, que impactam principalmente na interação social e nas habilidades de comunicação

  2. É possível reverter o autismo?

    Não. Mas, por meio de tratamentos, é possível melhorar a qualidade de vida

  3. Quem tem autismo pode ter uma vida normal?

    Sim. Muitos adultos autistas conseguem ser independentes

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