Aulas permanecem suspensas em BH. Foto: reprodução/Pixnio.
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Como ficarão as aulas em escolas públicas de Belo Horizonte durante a imprevisibilidade do fim da pandemia do novo coronavírus (Covid-19)?

Essa é a pergunta que muitos pais de alunos matriculados no Ensino Fundamental da capital se fazem à medida que a flexibilização do comércio avança na cidade. Desse modo, a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), por meio da Secretaria Municipal de Educação (SMED), publicou em dia 9 de setembro de 2020, no Diário Oficial do Município, a portaria 138/2020, a qual estabelece algumas diretrizes para adaptação do período letivo deste ano, o qual foi suspenso em março.

Conforme a portaria 138/2020, que a todo momento faz menção à Lei Federal n.º 14.040, de 18 de agosto de 2020, fica instituído em Belo Horizonte o “Regime Especial de Atividades Escolares destinado ao cumprimento dos calendários escolares referentes ao ano letivo de 2020 pelas unidades escolares da Rede Municipal de Educação que possuam estudantes matriculados em turmas de terminalidade do ensino fundamental e naquelas em que a continuidade dos estudos está condicionada à transferência para outras instituições de ensino”.

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Para tanto, a SMED definiu alguns critérios para cumprimento da carga horária de 800 horas do calendário letivo. Veja aqui.

Como os professores se adaptarão? Terão ajuda?

Um ponto de discussão gerado com a portaria 138/2020 foi a viabilidade dos professores em fornecerem aulas remotas. Claramente, os docentes precisarão dispor de equipamentos, como notebook, smartphone e, para além, internet e energia elétrica das próprias residências.

O Jornal Norte Livre questionou qual ajuda os professores receberiam para viabilizar tais atividades e obteve a seguinte resposta:

“Como resultado de um trabalho cooperativo intersetorial, entre a Secretarias Municipais de Educação e da Saúde  de Belo Horizonte, parte dos recursos destinados às medidas de combate e prevenção a Covid19, será investida na melhoria das condições tecnológicas para ajudar na formação dos 16.500 estudantes dos anos finais que estão em ensino remoto, à partir da Portaria 138/2020 publicada na semana passada.

Serão repassados à Educação R$14.427.618,00  para aquisição de chips para os professores que estão em contato com os alunos pelos celulares, fones e webcam para melhorar o acesso dos profissionais.  Além disso, serão compradas máscaras e equipamentos de segurança para 250 mil alunos, professores e funcionários, material de higiene e cuidados especiais.  Mais de 2 milhões de itens vão garantir a implantação de avançados protocolos de retorno escolar nas 323 escolas municipais e 211 creches parceiras. 

Segundo a Secretaria Municipal de Educação- Smed-BH, ‘ o recurso vem em boa hora, pois, além de aliviar o planejamento deste final de ano, com o ensino remoto, o valor repassado possibilitará para o remanejamento de parte do que foi reservado para a preparação sanitária das escolas municipais e garantir a segurança do retorno presencial, quando as condições epidemiológicas forem favoráveis”.  Todos os itens estão em processo de aquisição e serão distribuídos assim que a compra for concluída e o material recebido’.”

O Jornal Norte Livre fez uma live sobre o assunto com a professora e diretora da Escola Municipal Gracy Vianna Lage, Thaís Matos, e a coordenadora-geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), Denise Romano.

Live Jornal Norte Livre – Tema: educação municipal e estadual

Thaís Matos, diretora da E. M. Gracy Vianna Lage, em Venda Nova, e Denise Romano, coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, comentam sobre os desafios e mudanças propostas pela pandemia.

Publicado por Jornal Norte Livre em Sexta-feira, 18 de setembro de 2020
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