Escolas Municipais de Educação Infantil (Emeis) retomaram atividades, mas poucas famílias enviaram seus filhos nesses primeiros dias. Foto: Rodrigo Clemente/PBH.
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A Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) do Bairro Jardim Leblon, em Venda Nova, registra dois casos confirmados de COVID-19. As informações são do Sindicato dos Trabalhadores de Educação da Rede Pública de Belo Horizonte (Sind-Rede/BH) e aparecem dois dias depois do retorno das aulas presenciais.

“São duas trabalhadoras com COVID-19. São terceirizadas da MGS. A Prefeitura (de BH) só mandou trocar a trabalhadora. As demais colegas, que tiveram contato, continuam indo trabalhar normalmente”, afirma Daniel Wardil, diretor do Sind-Rede/BH.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou “que a recomendação é que todos os indivíduos, sintomáticos ou não, que tiveram contato próximo com casos suspeitos e/ou confirmados de Covid-19, sejam afastados das atividades por 14 dias. A orientação está sendo repassada às Emeis”.

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De acordo com a prefeitura, as duas servidoras da Emei Jardim Leblon estão de licença médica.

No fim de semana, o sindicato informou sobre outro caso, esse suspeito, de infecção pelo coronavírus em Venda Nova. O fato aconteceu na Emei Piratininga.

O Executivo municipal tratou o caso como “positivo por critério clínico-epidemiológico”. A filha da servidora é quem está com COVID-19. A funcionária foi afastada e está em isolamento social, segundo a prefeitura.

Quando anunciou o retorno das atividades comerciais, a prefeitura também divulgou o retorno das aulas presenciais para as crianças de 0 a 5 anos em BH. Na semana passada, trabalhadores da educação já precisaram comparecer às escolas para preparar o retorno.

Porém, o Sind-Rede/BH, desde o anúncio, decidiu por uma greve sanitária da categoria. O movimento não tem caráter financeiro. Portanto, apenas para preservar a saúde dos servidores e das famílias.

Nessa segunda (3), cerca de 60% da categoria aderiu ao movimento, segundo o sindicato. De acordo com a prefeitura, no entanto, a adesão foi de 32%. Essa paralisação, conforme a PBH, impediu o funcionamento de aproximadamente 10% das escolas no primeiro dia de aulas.

Quanto à adesão das crianças, a prefeitura informa que os dados “serão consolidados ao longo da semana”.

Mas, o sindicato informa que poucos alunos compareceram às Emeis nessa segunda, apesar de não apresentar números.

O sindicato já realizou duas assembleias para tratar sobre o retorno e em ambas a categoria decidiu pela greve sanitária. Nesta quarta (5/5), um novo encontro on-line vai acontecer para definir os rumos do movimento. 

A prefeitura tem informado que considera a ação legítima, mas lembra que a adesão ou não depende de cada servidor.

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1 COMENTÁRIO

  1. Até onde sei, nesta escola, as aulas presenciais não voltaram!
    Não entendi o porque associar as funcionárias estarem com Covid, com a volta as aulas!

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