Chalé do Sesc Venda Nova - Foto: Netun
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Na última quarta-feira (6), completou-se um mês desde que o Sesc Venda Nova (Rua Maria Borboleta, s/n – Bairro Novo Letícia) passou a receber moradores em situação de rua com sintomas de infecção pelo novo coronavírus.

Desde então, de acordo com números da Secretaria Municipal de Assistência Social, Segurança Alimentar e Cidadania, a estrutura recebeu 54 pessoas nesta situação. Dessas, apenas 11 permanecem acolhidas em Venda Nova.

Segundo a PBH, 26 finalizaram o tempo de isolamento – o período de incubação do vírus é de 14 dias – e foram encaminhados à rede de acolhimento do município.

Outras quatro pessoas tiveram agravamento do quadro clínico e precisaram ser levadas ao hospital, enquanto 13 optaram pela saída voluntária.


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Quando começou a oferecer o serviço, a prefeitura informou que disponibilizaria no Sesc Venda Nova 300 vagas para acolhimento de moradores em situação de rua sintomáticos. Portanto, desde então, nem 20% da oferta na estrutura foi demandada em um mês.

O serviço é oferecido de forma compartilhada entre as áreas de saúde e assistência social da prefeitura. Cabe ao Sesc a disponibilização de estrutura física, hospedagem, enxovais e capas de colchão.

O investimento é de R$ 3 milhões. O protocolo é básico: o morador de rua que apresentar suspeita será encaminhado à unidade básica de saúde mais próxima, ou pronto-socorro.


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Se os sintomas significarem necessidade de quarentena domiciliar, o Sesc Venda Nova entra na jogada e recebe essas pessoas.

O especialista André Luiz de Freitas Dias, coordenador do Projeto Polos de Cidadania, vinculado à Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), vê problema na solução encontrada pela prefeitura.

“São 300 vagas e a prefeitura já nos disse que podem chegar a 1 mil. O ideal é que, pela própria natureza da pandemia, não se concentre muitas pessoas em um único ponto. É necessário você distribuir a população nos diferentes espaços geográficos”, pontua.

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