Mosquitos com a bactéria Wolbachia têm menor chance de proliferar doenças como dengue, zika e febre amarela. Foto: Adão de Souza/PBH.
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De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA), a partir desta segunda-feira (5), iniciam as solturas dos mosquitos Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia. A cada semana, 2 milhões de insetos serão soltos com a intenção de diminuir a proliferação da dengue em Belo Horizonte.

A ocasião, que recebe o status de celebração da ciência no Brasil, terá a presença do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. A primeira soltura será feita no Bairro Jardim Leblon, seguindo para o Copacabana e Piratininga.

A cerimônia, que acontece no Jardim Leblon (Centro de Saúde Jardim Leblon – Rua Humberto Campos, 581), contará, também, com a presença do secretário municipal de Saúde, Jackson Machado Pinto. A iniciativa do método Wolbachia, conforme a prefeitura, não tem fins lucrativos e tem como base uma biofábrica instalada em Belo Horizonte.

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“O método Wolbachia é complementar às demais ações de controle e prevenção da dengue, zika e chikungunya executadas durante todo o ano em Belo Horizonte.  A Wolbachia é um microrganismo intracelular e não pode ser transmitida para humanos ou animais. Mosquitos que carregam essa bactéria têm a capacidade reduzida de transmitir os vírus para as pessoas, diminuindo o risco de surtos de dengue, zika, chikungunya e febre amarela”, afirma a SMSA.

A biofábrica localizada no Bairro São Francisco, na Pampulha, começou a operar em junho deste ano.

“Fizemos um projeto de análise de estratificação de risco em Belo Horizonte. Dentro desse levantamento, essas áreas (em Venda Nova) foram escolhidas como alguma das que têm uma necessidade de intervenção diferenciada da prefeitura”, afirmou Eduardo Viana, gerente de zoonoses do Executivo municipal, ao Jornal Norte Livre em maio último.

Cerca de 2 milhões de insetos poderão ser soltos a cada sete dias, durante um período entre 16 e 20 semanas. O atraso para que o programa passe a vigorar em Venda Nova aconteceu por conta da pandemia do novo coronavírus (COVID-19), segundo Viana.

Contudo, vale lembrar que a previsão inicial era que a soltura acontecesse antes da chegada do novo coronavírus no Brasil, em fevereiro. De acordo com o gerente de zoonoses, a necessidade de informar a população melhor sobre o tema, para evitar interpretações erradas sobre o método, também interferiu.

“Já existe uma colônia de mosquitos específica para isso. Ainda precisamos fazer uma pesquisa sobre o conhecimento da população sobre o mosquito Aedes aegypti, as doenças transmitidas por ele e se existe algum conhecimento sobre o método Wolbachia”, disse Eduardo Viana em maio.

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