Em BH, teste rápido para detecção da malária é oferecido no Serviço de Atenção à Saúde do Viajante, na Rua Paraíba, 890, no Bairro Funcionários. Foto: Isabel Baldoni/PBH.

A atriz Camila Pitanga, de 43 anos, usou as redes sociais nessa segunda-feira (10) para informar que ela e a filha haviam sido diagnosticadas com a malária. Apesar de rara, a doença ainda está em circulação no Brasil e requer cuidados da população, já que não há vacina contra a infecção.


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A malária é uma doença infecciosa febril aguda, causada por protozoários transmitidos pela fêmea infectada do mosquito Anopheles. No Brasil,os casos mais comuns acontecem na Região Amazônica, mas ainda assim a população das outras unidades da federação, como Minas Gerais, estão sujeitos a contrair a enfermidade.

A malária tem tratamento, porém é fundamental que o diagnóstico aconteça cedo para que a doença não se agrave. Portanto, é preciso ficar atento aos sintomas, como febre, calafrios, dor de cabeça e suor excessivo – sinais parecidos com os da COVID-19.

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Foram 10 dias de muito sufoco. Entre picos de febre alta, calafrios e total incerteza. Havia a sombra da possibilidade de estar com covid-19. Somente no domingo recebi o resultado negativo do meu PCR. Mas no lugar de me aliviar, permanecia a agonia pois eu não fazia ideia do que eu poderia ter. Estava à deriva. Pois bem, uma amiga minha suspeitou que esses picos de febre associados ao fato de estar em isolamento social numa zona de Mata Atlântica no litoral de SP, podia ser malária. Fui indicada a conversar com dois infectologistas. Os dois extremamente generosos em falar comigo num domingo já de noite. Dr Luiz Fernando Aranha e o Dr André Machado. Agradeço ao último pelas orientações que me levaram ao Hospital das Clínicas da USP. Uma vez que a supeita era malária, doença muito rara, não há melhor lugar para você ser tratado do que a rede SUS, local de referência e excelência para doenças endêmicas. No HC, fui prontamente atendida por uma mulherada. Sim, uma equipe 100% de mulheres fantásticas do laboratório da Sucen. Faço questão de dar seus nomes: Drª Ana Marli Sartori, Drª Silvia Maria di Santi, Drª Dida costa, Drª Simone Gregorio, Drª Renata oliveira e tão importantes quanto, as agentes de saúde Cida Kikuchi e Gildete Santos. Todas foram extremamente profissionais, eficientes e gentis. Bom, os resultados dos exames sairam dando positivo para malária. Eu e minha filha. Uma doença que ainda existe, é curável, mas precisa de cuidados. O tratamento é gratuito. Faço cá meus votos de gratidão a todas e todos agentes de saúde, que além de estarem na trincheira nessa luta contra a covid-19, estão aí atendendo inúmeras outras demandas com seu profissionalismo em meio a condições e incertezas muito grandes. É de suma importância valorizar a existência desse sistema de saúde que cuida de tanta gente, principalmente dos que não tem condições de pagar um plano de saúde. Estamos num país onde uma doença matou mais de 100 mil pessoas em poucos meses. Esse número poderia ser o triplo ou mais se não fosse o SUS. A catástrofe seria ainda maior. Muito obrigada e parabéns a todas e todos os profissionais de saúde desse país!!!

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Em Belo Horizonte, a prefeitura já contabilizou seis casos neste ano, todos trazidos de outros lugares. Um veio do Acre, um de Roraima, dois do Amapá e dois de outros países.

De acordo com a prefeitura, quatro homens e duas mulheres de BH foram infectados neste ano. Para efeito de comparação, em todo o ano de 2019 foram sete casos. Em 2018, três.

De acordo com a prefeitura, qualquer centro de saúde ou UPA pode atender e encaminhar pacientes com suspeita de malária. Vale ressaltar que os postos funcionam de segunda a seta das 7h às 19h e as UPAs em horário integral.

Quanto aos testes da doença, a pessoa deve procurar o Serviço de Atenção à Saúde do Viajante (Rua Paraíba, 890 – Funcionários). O equipamento funciona normalmente durante a pandemia, com agendamento prévio pelos telefones: (31) 3246-5026 e (31) 3277-5300.A agenda de atendimentos é aberta a cada semana.

No período noturno e finais de semana, o teste rápido é fornecido pelos hospitais Metropolitano Odilon Behrens, Risoleta Tolentino Neves e Eduardo de Menezes.

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