Foto: Amira Hissa/PBH
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Não é nenhum segredo que o prefeito Alexandre Kalil (PSD), à época da candidatura, em 2016, tinha débitos com o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Os valores estavam acumulados desde 2001 e os números somavam R$ 297 mil. Pré-candidato à reeleição como chefe do executivo municipal, as dívidas ainda não foram totalmente quitadas e se referem a cinco imóveis na capital, segundo a Folha de São Paulo: três nos bairros Serra e Savassi, um no bairro Santa Tereza e outro em Venda Nova.

Somente em Venda Nova, o imóvel acumula dívidas desde 2017, as quais ultrapassam o valor de R$ 68 mil, conforme a Folha de São Paulo. Questionado pelo Jornal Norte Livre sobre o bairro de localização, valor venal e outras informações, Kalil respondeu:

“Em 2016 paguei uma parte, mas continuo devendo. Isso porque não roubei, não enriqueci na prefeitura nem usei do cargo para me beneficiar. Estranho seria se as dívidas tivessem desaparecido. Nenhum tratamento especial foi dado a mim. Inclusive, as dívidas que o município tem comigo e com minha família também não tiveram nenhum tipo de tratamento diferenciado. Minha dívida foi processada como as dos milhares de cidadãos que também tem débitos”.

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Em 2016, Kalil, antes de ser empossado, disse ao Jornal Estado de Minas que não assumiria o cargo sem quitar as dívidas:

“Não assumo a Prefeitura de BH sem pagar o IPTU. Agora, eu não jogo sujo”, afirmou.

Segundo a Folha de São Paulo, o chefe do executivo de Belo Horizonte quitou, em 2016, parte da dívida (R$ 78 mil) e parcelou o restante em 96 meses. O procedimento é comum a qualquer cidadão, afirmou a assessoria pessoal por meio de nota.


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Repercussões eleitorais

O prefeito Alexandre Kalil (PSD) já enfrenta fortes críticas impulsionadas por comerciantes que estão com empreendimentos fechados durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19). No dia sete de julho, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), após ter reunião com o chefe do executivo cancelada, fez um forte posicionamento sobre a situação:

“A Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) não participou da reunião realizada hoje entre o prefeito Alexandre Kalil e os sindicatos majoritariamente ocupados por militantes da esquerda, portanto, desconhece as razões que levaram ao cancelamento da reunião.

A entidade não somente é contrária ao cancelamento, decisão mais uma vez tomada de forma autoritária e unilateral pela prefeitura, como também volta a denunciar a completa incapacidade do executivo municipal de abrir os leitos prometidos em 29 de maio…”

Segundo a CDL-BH, se a prefeitura tivesse cumprido a promessa de abertura de leitos, o índice de ocupação dos mesmos seria menor, o que permitiria a continuidade de reabertura do comércio na capital.

Agora, as dívidas do chefe do executivo municipal retornam à pauta e geram nova polêmica a ser enfrentada pela candidatura à reeleição de Alexandre Kalil.

Para amortecer a relação com os empresários, o prefeito Alexandre Kalil (PSD) programou, para esta quarta-feira (15), uma nova reunião com os comerciantes para discutir a reabertura das lojas.

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Jornalista graduado pelo Centro Universitário de Belo Horizonte — UniBH (2017), jornalista editor no Jornal Norte Livre com passagem pelo Jornal Daqui BH, ambos parceiros hiperlocais do Portal Uai/Diários Associados. Professor e sócio na empresa "Quando - Fábrica de narrativas", conteudista, SEO (Search Engine Optimization), videomaker, fotógrafo e entusiasta como ilustrador, desenvolvedor web e animador 2D."Os livros são o templo do jornalista, mas é nas ruas que ele congrega". Will Araújo

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