Mosquitos com a bactéria Wolbachia têm menor chance de proliferar doenças como dengue, zika e febre amarela, segundo a prefeitura. Foto: Adão de Souza/PBH.
Mosquitos com a bactéria Wolbachia têm menor chance de proliferar doenças como dengue, zika e febre amarela, segundo a prefeitura. Foto: Adão de Souza/PBH.
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A dengue ataca novamente. Passaram-se quase oito meses desde que a prefeitura soltou os mosquitos Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia em Venda Nova, mas a Região continua com números expressivos da virose em BH.

De acordo com boletim da prefeitura divulgado nessa sexta (21), Venda Nova soma 271 casos prováveis da doença neste ano. Essa quantidade não indica uma epidemia da dengue, mas é a maior entre todas as regionais da capital mineira.

Para efeito de comparação, Venda Nova é a única Regional que ultrapassou a marca dos 200 prováveis. No total, são 45 confirmados e 226 ainda suspeitos. Não há registro de morte pela dengue na cidade.

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Em 5 de outubro do ano passado, a Região recebeu a primeira soltura de 2 milhões de mosquitos Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia. Os bairros Jardim Leblon, Copacabana e Piratininga receberam o experimento naquela primeira etapa.

Até mesmo o ministro da Saúde à época, general Eduardo Pazuello, esteve presente na cerimônia de soltura.

Mas, quase oito meses depois, Venda Nova ainda lidera o ranking de casos prováveis. Portanto, o Jornal Norte Livre questionou a prefeitura o porquê desses dados ainda expressivos na Região.

Em nota, a prefeitura informou que o método Wolbachia não se aplicou a toda Venda Nova. Também ressaltou que em casos confirmados, a Região Nordeste tem mais diagnósticos.

A PBH também esclareceu que “a substituição de mosquitos nativos pela população de Aedes aegypti com Wolbachia acontece gradativamente”.

O Executivo municipal também informou que o projeto “não é o único fator” para frear a dengue, lembrando dos cuidados necessários por parte da população.

A prefeitura também esclareceu que a Zoonoses Venda Nova “realiza a sensibilização da população durante as vistorias e mutirões de limpeza com parceria da SLU”.

Segunda soltura

Em março deste ano, a prefeitura informou sobre nova soltura de mosquitos do tipo em Venda Nova. Porém, a gestão Alexandre Kalil (PSD) não detalhou os bairros à época.

Isso porque o objetivo dos pesquisadores é comparar as localidades onde os insetos foram soltos com aquelas onde eles não estarão.

Portanto, o estudo, tecnicamente, tem o nome de “randomizado”, no qual se compara o efeito de uma intervenção sobre a população.

Mas, a prefeitura detalhou em quais escolas soltaria os vetores com a Wolbachia. Em Venda Nova, eram seis instituições: Tancredo Phideas Guimarães (Vila Satélite), José Xavier Nogueira (Jardim Europa) e Vicente Guimarães (Letícia).

O mesmo valeu para as escolas Professora Ondina Nobre (Céu Azul), Professor Moacyr Andrade (Vila Santa Branca) e Armando Ziller (Mantiqueira).

A Wolbachia é um microrganismo intracelular. Humanos e animais não sofrem qualquer prejuízo por conta dela.

Mosquitos que carregam essa bactéria têm a capacidade reduzida de transmitir os vírus para as pessoas, diminuindo o risco de surtos de dengue, zika, chikungunya e febre amarela, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde.

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