Hidratação venosa é alternativa estudada pela prefeitura em Venda Nova para tratar pacientes mais graves da dengue. Foto: Márcio Martins/PBH.
Hidratação venosa é alternativa estudada pela prefeitura em Venda Nova para tratar pacientes mais graves da dengue. Foto: Márcio Martins/PBH.
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A batalha de Belo Horizonte contra a dengue pode levar a prefeitura a instalar uma unidade de emergência em Venda Nova. A região é a segunda mais afetada pela doença neste ano: são 569 casos confirmados. Só a Regional do Barreiro, com 821 infectados, tem mais diagnósticos fechados.


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Denominada Unidade de Reposição Volêmica, a estrutura de urgência oferece hidratação venosa aos pacientes mais graves da doença. Em Venda Nova, caso seja instalada, a central ficará na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) da região, situada na Rua Padre Pedro Pinto, 175.

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Além da reidratação, a unidade de urgência traz com ela a instalação de novos leitos. Na única instalada na capital até aqui, na UPA Centro-Sul, a prefeitura colocou 25 leitos.

Esta central faz parte do Plano de Contingência do Executivo municipal para combater a epidemia. A partir dela, a expectativa é recuperar os enfermos mais rapidamente, o que aumentaria a rotatividade de pacientes de dengue nos equipamentos de saúde, superlotados nos últimos dias.



Ainda assim, o gerente de urgência e emergência da Secretaria Municipal de Saúde (SMSA), Alex Sander Sena, ressaltou que os médicos farão uma triagem para deslocamento ou não do paciente para a hidratação venosa. “É uma unidade específica, que precisa ser referenciada. As nossas UPAs têm um telefone no qual o médico responsável ligará para as unidades de urgência, discutirá o caso e enviará para tratamento”, disse.

A medida da prefeitura acompanha a elevação dos números da dengue neste ano. Em Venda Nova, além dos 569 casos confirmados, outros 1.648 ainda estão sob investigação.

Para efeito de comparação, Venda Nova tem mais diagnósticos confirmados neste ano que Belo Horizonte em todo o ano passado. Em 2018, a capital teve 466 casos.

Epidemia

Aedes aegypti: vilão antigo da população volta a causar problemas em Minas Gerais. Foto: reprodução/Pixabay.

O quadro crítico da dengue em Venda Nova, na capital mineira e no estado de Minas Gerais já havia sido antecipado pelo Norte Livre em 20 de fevereiro. Na ocasião, o diretor de Zoonoses da Secretaria Municipal de Saúde (SMSA), Eduardo Viana, alertou para a circulação do subtipo 2 do vírus, que boa parte da população não teve contato nos últimos anos.

“Sempre que há a introdução de um vírus que há muito tempo não circula, há a possibilidade desse surto. A preocupação aumenta porque sempre que ocorreu esse subtipo houve uma maior contaminação da população, principalmente em crianças. Esse vírus é mais agressivo”, ressaltou Viana em entrevista exclusiva ao Norte Livre.

Em Minas Gerais, a Secretaria de Estado de Saúde (SES/MG) informou, em boletim divulgado nessa segunda-feira (22), que são 140.754 casos prováveis da dengue – soma dos diagnósticos suspeitos e confirmados – apenas neste ano.

O número equivale à média de 1.268 diagnósticos do tipo a cada dia.

Belo Horizonte é uma das cidades em que é maior a preocupação. Na capital, a taxa de incidência da virose deu um salto em relação ao último boletim: passou de 634,28 a cada grupo de 100 mil habitantes para 817,8/100 mil em uma semana, índice classificado na categoria muito alta.

No mesmo documento, a pasta detalhou que o estado tem 14 óbitos confirmados da doença em 2019. Seis em Betim (Grande BH), dois em Uberlândia (Triângulo), dois em Unaí (Noroeste), um em Arcos (Região Centro-Oeste), Paracatu (Noroeste), Frutal (Triângulo) e em Ibirité (Grande BH).

Contudo, outros 57 estão sob investigação, o que pode elevar a quantidade de vidas perdidas para 71.

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