Laboratório criado pela prefeitura vai, segundo o prefeito Alexandre Kalil, garantir a análise de 48 mil testes da COVID-19. Foto: Adão de Souza/PBH.
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A pandemia do novo coronavírus avança em Belo Horizonte e tem como protagonista a Região de Venda Nova: desde o último dia 19 até essa quarta-feira (1º), menos de duas semanas, a prefeitura computou 14 mortes por COVID-19 na regional.


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Tal crescimento faz de Venda Nova a segunda região com mais vidas perdidas para a pandemia em BH. Para efeito de comparação, no dia 19 de junho a regional era a segunda com menos mortes na capital mineira. O quadro se inverteu.

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Quanto aos casos de COVID-19, a Saúde municipal registra 191 diagnósticos em Venda Nova: 118 de síndrome gripal, os menos graves; e 73 de síndrome respiratória aguda grave, os quadros clínicos mais complicados da doença.

Nessa quarta, a prefeitura também divulgou o balanço de casos e mortes por bairro da cidade. Em Venda Nova, são 10 localidades com ao menos um óbito e 26 com pelo menos um diagnóstico.

O bairro com mais mortes é o Piratininga. Três moradores de lá morreram infectados pelo novo coronavírus. Isso faz com que a localidade seja a segunda com mais óbitos em toda Belo Horizonte, atrás apenas do Santa Cruz, no Nordeste de BH.

Também atestam mortes em Venda Nova os bairros Mantiqueira (duas), São João Batista (duas) e Rio Branco (duas). Além desses, Europa, Céu Azul, Copacabana, Candelária, Lagoa e Jardim Leblon registram um óbito cada.

Confira a lista completa por bairro de Venda Nova na tabela abaixo:

Flexibilização?

Nesta sexta-feira (3), a Prefeitura de Belo Horizonte, em coletiva de imprensa, vai anunciar se flexibiliza, mantém como está ou decreta fechamento total do comércio da cidade. Desde a última sexta (26), apenas as atividades essenciais, como supermercados, drogarias e padarias, podem abrir na cidade.

Mais uma vez, três indicadores vão responder pelo Executivo municipal: as taxas de ocupação de leitos de UTI e enfermaria e a transmissibilidade da doença.

Quanto aos leitos de UTI, o dado mais recente aponta para uma ocupação de 85%. Apesar de ter caído em relação ao boletim anterior, o parâmetro ainda está na chamada zona vermelha, já que está além dos 70%.

Nas enfermarias, por outro lado, o quadro melhorou: a chamada zona amarela, a classificação intermediária. No total, 69% dos leitos desse tipo estão em uso em BH.

Já a velocidade de transmissão do coronavírus em Belo Horizonte, a prefeitura só divulga nas coletivas.

Em entrevistas concedidas a veículos de imprensa nesta semana, o prefeito Alexandre Kalil (PSD) disse que as previsões dependem dos números e afirmou que dar datas é “coisa de astrólogo”.

Kalil também afirmou que a cidade vai realizar 48 mil testes no laboratório instalado no Bairro Carlos Prates, no Centro-Sul de BH. Segundo ele, essa quantidade é superior aos exames feitos na Coreia do Sul, país que ficou reconhecido internacionalmente por sua gestão na pandemia.

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3 COMENTÁRIOS

  1. Ontem a noite (02/07/20) na Av. Vilarinho, dezenas de pessoas fazendo caminhada, umas próximas às outras, sem máscaras, como se não houvesse pandemia. Os números vão piorar e muito pois as pessoas estão contribuindo com isso.

  2. Acho que tem que parar com essa hipocrisia. O SUS sempre foi sucateado. A população sempre sofreu com falta de leitos. O que se vê hoje é,políticos se aproveitando da situação para fraudar dados e compras;valendo-se da não necessidade de licitatório para super faturar; kalili pagar uma confecção para abrir covas????
    Será o problema esse vírus,ou a fonte secar se houver o controle do mesmo???
    Uma criança morreu em Neves,e estavam em isolamento social.
    O vírus mata. As doenças emocionais decorrentes do desemprego, desesperança, ansiedade,e tantas outras preocupações,também mata.
    A economia não vai reestabelecer da noite pro dia,muitos vão estar desempregados. Teremos guerra civil. E,isso,também mata.

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