Uso de máscara continua fundamental para frear a COVID-19. Foto: pixabay/reprodução.
Uso de máscara continua fundamental para frear a COVID-19. Foto: pixabay/reprodução.
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Belo Horizonte vive seu pior momento da pandemia da COVID-19. Com a rede privada de saúde em colapso e o SUS à beira da falência, o número de casos e mortes pela doença também tende a crescer.

Em Venda Nova, a situação não é diferente. O Jornal Norte Livre fez um levantamento do número de diagnósticos e vidas perdidas pela virose na Regional, com base no boletim epidemiológico e assistencial da prefeitura dessa quarta (24).

De acordo com o levantamento, o Bairro Piratininga é aquele com os números mais elevados em óbitos e casos confirmados. São seis mortes e 483 diagnósticos.

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Outros dois bairros computam cinco mortes: Mantiqueira e São João Batista. Depois, outros três com quatro: Minas Caixa, Santa Mônica e Serra Verde.

Quanto ao número de casos, o Santa Mônica já rompeu a marca dos 400, ao lado do Piratininga. São 436 diagnósticos. Após essas localidades, aparecem Céu Azul (382), São João Batista (371), Jardim dos Comerciários (333) e Copacabana (332).

Além disso, são 36 bairros diferentes de Venda Nova com ao menos um caso de COVID-19. Desses, 22 registram mortes.

No total, Venda Nova contabiliza 311 mortes por causa da COVID-19. A Regional rompeu a marca de 300 na semana passada, conforme matéria do Norte Livre nessa segunda (22).

Confira, na tabela abaixo, o total de casos e mortes por cada bairro da Região:

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Indicadores da COVID-19

A Prefeitura de BH abriu mais 10 leitos de UTI para COVID-19 e os hospitais privados outros 15, mas a ocupação das vagas da terapia intensiva continua acima dos 100%. Nesta quinta (25/3), a cidade computa a taxa de 105,7%, pouco inferior à de 105,9% medida nessa quarta (24/3).

Esse é o quinto balanço consecutivo que a ocupação das UTIs está em colapso. Isso acontece desde a última sexta (19/3).

A ocupação acima dos 100% quer dizer que pacientes graves estão em outros espaços dos hospitais, em vez da terapia intensiva. Eles são colocados, por exemplo, em enfermarias e outras salas.

Agora, BH dispõe de 917 leitos do tipo para pacientes com COVID-19. Porém, 969 pessoas enfrentam o estado grave da doença. Portanto, há uma defasagem de 52 vagas.

A situação é mais grave na rede suplementar, na qual 502 pessoas precisam de leitos. Porém, há apenas 430 leitos de UTI, o que resulta numa ocupação de 116,7%.

No SUS, a taxa de uso é de 95,9%. Portanto, 467 dos 487 leitos disponíveis abrigam um paciente, restando 20 vagas.

Outro indicador fundamental da pandemia, a taxa de ocupação das enfermarias está em 86,8% na soma entre a rede pública e privada.

O percentual diminuiu em relação a essa quarta, já que estava em 89,6%. A abertura de 45 leitos no SUS e outros 45 nos hospitais privados puxou a queda.

Ainda assim, a situação continua em colapso na rede suplementar: ocupação de 102,7%. No SUS, o índice é de 76%.

Além disso, o terceiro indicador, o número médio de transmissão por infectado, se manteve em 1,16. O parâmetro se mantém nesse nível desde essa terça (23/3).

Isso quer dizer que a cada 100 pessoas doentes com a COVID-19, mais 116 vítimas da pandemia aparecem, em média, em BH.

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