Imagem meramente ilustrativa. Foto: Adão Souza/PBH.
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A Prefeitura de Belo Horizonte voltou atrás nesta sexta-feira (26) e só vai permitir serviços essenciais a partir de segunda-feira (29). Com isso, as duas flexibilizações que ocorreram na cidade durante a pandemia, uma no dia 25 de maio e outra no dia 8 de junho, deixam de valer.

Com isso, só podem funcionar supermercados, drogarias, padarias e serviços de saúde (laboratórios, clínicas e hospitais).

“O bombardeio chegou a nossa cidade e nós vamos tentar controlá-lo. Volto a dizer para a população que não estamos de férias. Se houver churrasco num condomínio, chame a polícia. As máscaras agora são força de lei”, afirmou o prefeito Alexandre Kalil (PSD).

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A regressão na flexibilização aconteceu por conta dos índices de transmissão do novo coronavírus na capital e de ocupação de leitos de UTI e enfermaria para COVID-19. No caso das unidades de terapia intensiva, BH está na chamada zona vermelha, além dos 70% de ocupação: o último levantamento disponível aponta para 85% dos leitos desse tipo em uso.

Na enfermaria, o índice de ocupação é de 69%, considerado o nível amarelo da escala de risco, o intermediário.

“Eu, como prefeito, peço à população de Belo Horizonte que respeite a ciência. Segundo fui informado pela equipe da COVID-19, nós podemos chegar perto do colapso (do sistema de saúde). Nós estamos em guerra!”, disse o chefe do Executivo municipal.

Em sua fala, o secretário municipal de Saúde, Jackson Machado Pinto, reforçou que o isolamento social chegou à marca de 47% em BH, o que está aquém do desejado. O índice já chegou a 56% durante a pandemia.


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Segundo Jackson, não aumentou somente o número de casos, mas também os quadros clínicos graves da doença, o que requer maior uso das UTIs.

Atualmente, Belo Horizonte 4.997 casos confirmados, com 118 mortes, 3.910 pessoas recuperadas e 949 ainda em acompanhamento.

Venda Nova

A decisão da prefeitura de voltar à estaca zero da flexibilização do comércio acontece em meio a uma disparada no números de mortes, também, em Venda Nova. Entre os boletins epidemiológicos divulgados nos dias 18 e 25 de maio, por exemplo, os óbitos por COVID-19 saltaram de cinco para 14 na Regional.

Com isso, a Região que chegou a ser aquela com menos mortes por COVID-19 entre as nove de BH, nesta sexta é a quarta com mais óbitos.

Ainda nesta semana, a prefeitura divulgou o levantamento de casos e mortes por bairro da cidade. Em Venda Nova, 94 diagnósticos e quatro mortes já estão georreferenciados.

As quatro mortes aconteceram nos bairros Candelária, Céu Azul, Jardim Leblon e Piratininga.

Quanto aos casos, os bairros que se destacam são: São João Batista (11 diagnósticos), Piratininga (10) e Mantiqueira (nove).

Confira a situação do seu bairro na tabela abaixo:

Moradores em situação de rua

Uma das maiores preocupações no início da pandemia do novo coronavírus se voltava à população em situação de rua. Até quinta-feira (24), 182 pessoas nessa condição e com confirmação ou suspeita de COVID-19 foram acolhidas pela Prefeitura de Belo Horizonte no Sesc Venda Nova, localizado na região de mesmo nome, no Bairro Novo Letícia.

Conforme o levantamento, apenas 25 (13,7%) das 182 pessoas acolhidas no Sesc continuam nas dependências da estrutura localizada em Venda Nova.

Outros 107 já tiveram alta, 44 saíram para acompanhamento por outros serviços e seis foram encaminhados ao serviço de urgência de saúde por conta de complicações em seus quadros clínicos.

De acordo com a prefeitura, dos 182 moradores em situação de rua auxiliados pelo Sesc, 33 receberam diagnóstico positivo para a infecção causada pelo novo coronavírus. O equivalente a 18,1% do contingente total.

Quando começou a oferecer o serviço, em 6 de abril, a prefeitura informou que disponibilizaria no Sesc Venda Nova 300 vagas para acolhimento de moradores em situação de rua sintomáticos.

Portanto, desde então, pouco mais de 60% da oferta na estrutura foi demandada, mesmo considerando que todos os 182 pacientes frequentaram o Sesc ao mesmo tempo, o que dificilmente ocorreu.

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