Crédito: Divulgação/Octopus Filmes
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Nascido em Ribeirão da Neves e morador de Venda Nova há 30 anos, André L. Carvalho, 33, graduando em Cinema e Audiovisual pelo Centro Universitário UNA, começou em 2020 uma grande empreitada para valorização da Regional de Belo Horizonte: produzir o documentário de média metragem (40 a 45 minutos) “ReconCiliar”. A criação cinematográfica contará a história do Córrego do Capão, um dos berços do Córrego Vilarinho e que atravessa os Bairros Céu Azul, Lagoa, Piratininga e Flamengo.


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O título foi escolhido cuidadosamente para representar a reconciliação da população ribeirinha com o córrego e incentivar o poder público, na figura da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), a construir um parque ciliar no entorno do curso d’água. O Capão tem 2,57 quilômetros de extensão e também é contribuidor da Bacia do Ribeirão Isidoro.

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O documentário “abordará a trajetória histórica das condições físico-ambientais do córrego do Capão (afluente do córrego Vilarinho, na região de Venda Nova) e das populações sob grande vulnerabilidade social que vivem às margens do córrego e das políticas públicas de desenvolvimento e infraestrutura urbanos”, conta André.

André é proprietário da produtora audiovisual “Octopus Filmes”, também alocada em Venda Nova, e é o diretor entusiasta, diretor de fotografia e responsável pela montagem do documentário. Atualmente, ele tem usado recursos próprios para produzir o média metragem, mas participa também do edital “BH na Telas”, da PBH.

Conforme o diretor, “o documentário será elaborado a partir de entrevistas conduzidas com moradores, analistas ambientais, líderes comunitários e educadores que convivem ou estudam esse córrego cujas margens abrigam comunidades tradicionais, como um assentamento cigano do povo Calon, com mais de 35 anos de existência”.

André possui, por meio da família, longo pertencimento a Venda Nova, pois o avô, João F. da Silva, veio de Lavras em 1963, trabalhou em uma horta comunitária na região e pescava Sarapó no Córrego do Capão.

O documentário tem previsão de lançamento entre o fim de 2021 e início de 2022, e como cerimônia terá a exibição pública no local das filmagens para um público de mais de 250 pessoas. O documentário conta com o apoio de ambientalistas do Núcleo Capão.

“A ideia do documentário é abordar as mudanças socioambientais do córrego Capão ao longo do processo de expansão da urbanização e estimular a afetividade e memória da população para com esse córrego, buscando assim sua revitalização”, afirma André.

A Produtora Octopus Filmes

Crédito: Divulgação/Octopus Filmes | Caminhos de Rosa

Fundada em 2015, a Octopus Filmes é responsável por algumas obras como o “Caminhos de Rosa”, que, por meio de uma ultramaratona de 300 quilômetros, refaz a trajetória de Guimarães Rosa em 1952, quando levou a boiada da Fazenda Sirga, do primo, até a cidade de Cordisburgo.

O caminho original sai da Fazenda do primo de Guimarães Rosa, em Três Marias, e passa por Andrequicé, Buritizinho, Morro da Garça, Curvelo (na Fazenda Paulista) e termina próximo a Cordisburgo (Araçaí). A ultramaratona é feita em peregrinação, corrida e de bicicleta.

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Jornalista graduado pelo Centro Universitário de Belo Horizonte — UniBH (2017), jornalista editor no Jornal Norte Livre com passagem pelo Jornal Daqui BH, ambos parceiros hiperlocais do Portal Uai/Diários Associados. Professor e sócio na empresa "Quando - Fábrica de narrativas", conteudista, SEO (Search Engine Optimization), videomaker, fotógrafo e entusiasta como ilustrador, desenvolvedor web e animador 2D."Os livros são o templo do jornalista, mas é nas ruas que ele congrega". Will Araújo

3 COMENTÁRIOS

  1. Fantastico …. Andre e um profissional e um ser humano fantastico….
    Tive prazer de compartilhar de algumas experiencias com ele .. e posso dizer que sou muito fã dele.

  2. Documentário top, parabéns.
    Mas o que é real mesmo é quem mora nas beiras do capão que sofrem com mal cheiro e uma promessa de políticos corruptos que prometem fazer rua ou avenida e entra ano sai ano e o sofrimento é o mesmo.
    Morei 15 anos em frente ao capão e tenho família que mora lá até hoje e lamentavelmente o projeto só fica no papel.
    Tenso!!!!!

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